Travesti é sucesso em programa de TV no Paquistão
Em horário nobre na televisão paquistanesa é exibido o programa de maior audiência do país. Mas o que nós brasileiros temos com isso? Bem, de prima nadica de nada!!! O babado é que a apresentadora é uma travesti. Isso mesmo, seu sucesso chega a ser surpreendente, já que, no Paquistão, valores conservadores islâmicos ainda determinam grande parte do que é considerado um ‘comportamento aceitável’.
Ela atende por Begum Nawazish Ali, e tem 27 anos. Em entrevista à BBC de Londres (cidade que adooooooro), afirma que “Sempre quis ser uma mulher” e que passou por muitos problemas até ser aceita pela família. Seu nome de batismo é Ali Saleem. Aos 14 aninhos seus pais o levaram ao psicólogo, visita essa de suma importância na entendimento dos fatos por parte do papai e da mamãe da gata, que passaram a apoiar e acreditar na filha.
Begum Nawazish Ali tornou-se atriz de teatro quando conheceu uma famosa atriz paquistanesa, Yasmin Ismail, morta no ano passado. Daí então chegar a telinha foi um pulo. Begum tem um enorme carisma, um talento louvável para a dramaturgia, além de ser possuidora de uma bela voz. ‘O que é mais incrível é que ele é capaz de falar a linguagem das massas’, é o que se comenta nos bastidores da emissora.
O programa se tornou tão popular que até um ministro lá do Paquistão pediu para ser entrevistado. Tá meu bem!!! ‘Nunca recuso nada a ninguém’ , diz Ali. É interessante a forma como ela aborda a política em seu programa. Defende a democracia num país que foi governado muitos anos por ditadores e mesmo os militares tendo uma força poderosa no Paquistão, são excluídos naturalmente.
Seu país na verdade não é somente um deserto com vilarejos arruinados por bombas, ela pretende mostrar o verdadeiro Paquistão. ‘E eu vou conseguir’, exclama Begum, sorrindo, sedutora. ‘Afinal, quem é capaz de resistir a mim?’
Bicha inteligente é coisa fina!!! Begum Nawazish Ali é a prova que não travestis não são apenas o que a TV nacional transmite. São capazes de qualquer ato. Basta uma boa dose de auto-confiança e um sustentáculo familiar que infelizmente poucas possuem. Tiro o chapéu pra todos que quebram taboos, a visibilidade positiva do homossexual é a única maneira de suavizar o preconceito latente e desmarginalisar nossas colegas.
Sejamos inteligentes e pra isso não requer somente possuir o conhecimento formal. Ser aceitar e se assumir de forma digna, tendo responsabilidade pessoal, já está de bom tamanho. Adoooooooooooro vocês!!!!
Beijocas da Tati!!!!
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