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BDSM: A dor e o prazer

Um tema indiscutivelmente vasto e complexo, alvo de centenas de artigos de psicanálise e tido para muitos como algo estranho e sujo. Mas como você define o prazer provocado pela dor? Levo meus leitores a refletirem sobre o assunto, mas darei alguns pontos de vista e indicarei fontes de pesquisa.

Muitas pessoas que nunca leram ou se interessaram sobre a filosofia BDSM acreditam que o masoquista é aquele capaz de sentir toda e qualquer dor como prazer. Bom, mas se fosse assim, eles não necessitariam dos sádicos. Bastaria a ele se auto-flagelar, isto é, causarem dor a si mesmo. Tudo isso se encontra no âmbito do subconsciente. Antigamente as pessoas sentiam prazer no cumprimento de penitências religiosas, hoje em dia elas se sacrificam em academias de ginástica.

O sado-masoquista é aquele que tem a capacidade em determinadas situações, de conseguir erotizar a dor. Na verdade a dor serve como elemento para potencializar o prazer. E não é a dor pela dor. O ser humano é extremamente complexo. Logo, a dor como agente potencializador, tem um efeito bombástico se inserida em uma fantasia ou contextualizada. Todos nós temos fantasias, isso é quase indiscutível.

A dor é uma forma de aumentar este prazer. De amplificá-lo. Então quando associamos o prazer à dor, usamos um instrumento (a dor) para aumentar o prazer. Mas sem o contexto (a situação) o conjunto pode ficar prejudicado. O ser humano é extremamente complexo, por isso eu proponho, vamos usar a imaginação?

Depois de todo esse discurso, concluo que a dor pela dor não tem sentido. Ela, no universo BDSM precisa estar erotizada e elaborada, para ter nexo e alcançar à que se propõe: aumentar o prazer seja do sujeito ativo (dominador ou sadio) como do passivo (submisso ou masoquista). Logo o submisso tem a capacidade de erotizar a dor, utilizando-a como elemento amplificador do prazer. E contextualizada na relação com seu dominador alcança seu ponto máximo, permitindo novos horizontes e sensações.

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