BLOGS zonaMIX

BLOGS Institucionais

fechar (x)

Chá das Quintas: Diva Rayanna Rayovack

Postado em (Chá das Quintas, Destaque, Rayanna Rayovack) por admin em 11-03-2010

1-Há alguns anos você me disse que adoraria se montar todos os finais de semana e viver do transformismo. Você acredita que dá pra viver da arte transformista? Olha, do transformismo em si, ao pé da letra, não dá não. Porém, hoje consigo usufruir de algumas coisas que a profissão me fez aprender. Exemplo delas é o fato de trabalhar com confecção de produções e adereços, principalmente os que eu uso. Isso reduz bastante o custo das produções e quando faço trabalhos pra amigos, me rende um “aquézinho”…

2-Como você encara o mercado local? Há somente uma boate que realmente investe e se importa com artistas como nós? Acredito que a noite de Fortaleza está crescendo bastante. Hoje cada boate tem seu diferencial e investe naquilo que de certa forma lhe traz mais retorno. Existem as que fazem mídia em cima de seus Dj’s, de seus artistas, de apresentações de bandas de forró. Depois de ter feito trabalho em quase todas as casas de Fortaleza, percebi que nós temos o nosso espaço, a nossa casa e devemos reconhecer nosso lugar. Imagine se todas as boates tivessem shows de transformistas e bandas de forró…

3-Quanto à mídia na internet: como você vê a disputa dos sites, coberturas de eventos e até uma indiferença conosco? Toda competição gera uma busca pela excelência no que se faz, e quem ganha somos nós: Leitores. E os espaços estão aí, críticas sempre surgirão e quem é inteligente sempre absorve algo de bom. E a prova de que essa indiferença não existe é o fato de termos “meninas” maravilhosas com suas colunas e blog’s.

4-Você faz arte, de tudo um pouco! Você considera-se completa? Nem a mim, nem a ninguém. Sempre estamos aprendendo alguma coisa, mudando alguma coisa, acrescentando alguma coisa ao nosso trabalho. No dia em que me sentir completa, com certeza irei parar porque já terá perdido a graça…

5-Há alguma inspiração pra você? Você tenta imitar as formas de uma mulher ou prefere espelhar-se em alguma drag ou transformista? Antes de ser transformista, eu sou ator. Alguns poucos anos de experiência no Grupo Dionisyos de Teatro do Cefet e a formação básica no Curso de Princípios Básicos de Teatro do José de Alencar, me foram suficientes pra encarar a Rayanna como uma personagem. Claro que ela tem muito de mim e eu um pouco dela, mesmo até porque existe nesse caso uma troca entre criador e criatura. E espelhar-se em alguém é inevitável, você sempre acaba absorvendo alguma coisa de algum artista que admira. No meu caso, tenho como ídolo a Silvetty Montilla.

6-Diva. O que esse título agregou ao seu currículo? Mais responsabilidade e uma busca maior pelo profissionalismo.

7-Você é sempre emotiva? Considera-se uma emo-drag? Afinal você chora com facilidade, né amiga! Sou intensa, apenas…

8-Conte-nos sobre o momento das Bem-Doidas. Vocês pretendem reunir-se novamente? Olha, fazer as BEM DOIDAS requer uma dedicação fora do comum. Além dos shows, nós temos o trabalho dos textos e das cenas que precisam de um estudo mais apurado e isso dá um pouco de trabalho. Devido à correria e desencontros em nossas agendas, acabamos sempre adiando o retorno, porém não descartamos!

Desde já fico grata por ter aceitado pela segunda vez participar deste espaço e como colega e amiga sinta-se à vontade sempre para opinar, criticar ou levantar questionamentos. O ZonaMix e o blog da Hilux estão comprometidos com uma linha mais informativa e jornalística e agradecemos mais uma vez sua presença no site.

DUDA HADDUKAN, EUZONA E RAYNNA RAYOVACK: ESSE DIA FOI MAAAAAAAAAAAAAAAAAARA… (risos) 9-E o tamanho da boooa (risos) faz diferença? Adoro fazer essa pergunta as pessoas que sobem no palco pra brincar. Isso uma vez gerou uma crítica maravilhosa. Uma pessoa veio falar mal do fato de abordar determinados assuntos no palco e também o fato de falar palavrões. Bem, nós temos o poder de entreter o público. Já sofremos tanto preconceito, e porque não brincar com coisas aparentemente bobas??? Jamais faria de uma apresentação minha um culto de uma igreja evangélica (kkk). E outra, tem tanta gente que não fala palavrão e não vale nada… (fica a dica)

10-Deixe seu recadinho do coração, ou alguma informação que tu consideres relevante. Desde já agradecer o espaço mais uma vez a você e ao site. E uma frase que sempre falo no fim de minhas apresentações: “Obrigada às pessoas que gostam do meu trabalho e quem não gosta, desculpas, mas vou continuar trabalhando”.

Chá das Quintas: Rayanna Rayovack

Postado em (Chá das Quintas, Rayanna Rayovack) por admin em 03-07-2008

Rayanna Rayovack tomou uma xícara de chá mate comigo essa semana e de quebra me contou alguns fatos interessantes sobre sua careira. Aqui vão os melhores momentos do nosso bp…

Rayovack, disserte sobre a origem do seu nome artístico.
Primeiro veio o sobrenome Rayovack, inspirado em bichas loukas (kkk) que adotam nomes de marcas famosas. Havia na época muitos artistas com sobrenome de carro, de bebida, e aí Belíssima Bádalla Cintilante teve a brilhante idéia de colocar sobrenome de pilha. O nome escolhi depois. Percebi que Rayanna ficava um nome sonoro junto à Rayovack.

Quando você se montou pela primeira vez, gata?
Foi por brincadeira. Scarllet O’hara me propós o babado e pediu que Nayanne Karsh me maquiasse. Nesse dia fomos pro aniversário da Lena Oxa e de Carlos Collares na Divine. O dia não me lembro, mas foi em Julho de 2003.

Hummm deixa eu ver já fiz show no níver da Lena, se eu não me engano a data é 19/07, ou próximo. Mas enfim, nos conte uma situação engraçada que tu já passastes no palco.
Era apresentadora do The Birdcage, e havia preparado um show de música lenta. Não tive tempo de passar na costureira pra fazer o vestido e resolvi fazer eu mesma, no truke, com alfinetes. Eis que em dado momento do show, a parte de cima do vestido cai, transformando-se numa saia… (uma coisa andrógina) Resolvi logo tirar e terminar a música só de meia-calça, quando não muito satisfeita com o baratismo, peço a uma amiga pra jogar uma toalha pra mim. Resumindo terminei o show enrolada na toalha.

E “As Bem Doidas”?
As Bem Doidas foi um projeto inspirado em uma nova concepção de apresentação que é feita em outros estados. Muito conhecido em São Paulo, feito na Blue Space pela Silvetty Montilla, Thália Bombinha e Michelly Summer. Trata-se de uma apresentação conjunta, mais teatralizada e totalmente roteirizada, com textos e marcações de palco.

Blz tu tens algum projeto novo em vista ou um sonho que ainda não se concretizou?
Projetos futuros e sonhos, no meu caso se complementam: crescer cada vez mais no ramo do transformismo e cursar a faculdade de Artes Cênicas.

Qual contribuição que nós drag queens/transformistas podemos dar para quem nos assiste?
Acredito que seja uma responsabilidade muito grande, visto que acabamos lançando moda em todos os sentidos. Além de melhorar a vida das pessoas com entretenimento, acredito que podemos ser uma voz ativíssima no que diz respeito ao sentido de ser homossexual. Parece meio trash, mas é muito complexa essa questão.

Acredito piamente, basta dar uma olhada no passado e ver a origem das paradas gueis. Querem saber leitores? Pesquisem… Rayovack, mulher, não conte, vamos crais suspense! Adooooooooooro vc Rayovack bora ficar por aqui com um depoimento seu para os fãs…
Simplismente agradeço as pessoas que gostam do meu trabalho e quem não gosta desculpas, mas vou continuar trabalhando…. Yaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Beijcas fofuxa, euZona adooooooro vc…