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PERSONAGEM DA SEMANA: Orlaneudo Lima convive com AIDS há 20 anos
Postado em (Personagem da Semana) por admin em 27-11-2008
Um personagem, dois exemplos. Um exemplo a ser evitado; outro a ser seguido. Milhões de infectados no mundo, milhões de mortos até hoje e – infelizmente – milhões também serão as mortes causadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), causador da AIDS, no futuro. A doença que começou como “peste gay”, logo se tornou ironicamente democrática: acomete homo e heterossexuais, sejam eles crianças, jovens ou idosos. Do travesti ao executivo de uma grande multinacional da área de saúde, ninguém está a salvo do HIV. A boa notícia: há métodos que podem evitar o contágio, que pode ser feito através de transfusão sanguínea, troca de seringas, da mãe para o filho e, principalmente, através do contato sexual sem preservativo.
Soropositivo há 20 anos, Orlaneudo Lima recebeu a equipe do ZONAMIX para uma franca e emocionante entrevista. Seguramente a mais difícil até hoje. Seguramente, a mais incrível de nossos sete anos de trabalho com web-mídia. De longe, a mais curiosa. Também de longe, a mais temida, a de maior repercussão interna. Enquanto ouvíamos as sinceras palavras de Orlaneudo, nossa equipe chegou a se emocionar. Não deixamos transparecer, mas a neutralidade emocional pela qual deve ser guiada uma entrevista foi deixada de lado. Ali, estávamos em frente a dois exemplos: o de ser evitado (“usem camisinha, meninos!”) e o exemplo a ser admirado. A fortaleza física e psicológica de Orlaneudo o fez enfrentar a AIDS com militância, estudo e garra.
Em 1986, recém-saído do município de Milhã (cerca de 400km distante de Fortaleza), Orlaneudo chegou à capital cearense para estudar. Até então nunca havia tido um contato sexual, embora já existisse desejo, com um homem. Concluindo o 2º grau (hoje, Ensino Médio), conheceu um dentista colombiano num ponto de ônibus, com quem passou rápidos dois meses. “Descobri que ele tinha outro caso. Saí da casa dele no mesmo dia”.
Tempos depois, através de amigos, Orlaneudo soube que o dentista colombiano estava na fase terminal da AIDS, já internado num hospital. Até então ele não havia sentido qualquer sintoma do vírus em seu organismo.
Depois de concluir os estudos, Orlaneudo Lima passou a trabalhar em uma antiga loja de departamento. O emprego foi arranjado por sua irmã, que já morava em Fortaleza. Foi na própria loja que começou a sentir os primeiros problemas de saúde, em 1989. “Procurei a médica da empresa, que me diagnosticou rubéola. Ela me mandou ficar em casa e me prescreveu alguns remédios”. Passados alguns meses, os sintomas não desapareciam.
“Eu pouco tinha ouvido falar em Aids. Mesmo assim me abri com ela e contei sobre minha vida sexual. Foi aí que ela solicitou alguns exames e no meio destes estava o exame de HIV”, conta. Na época, além da AIDS ser uma doença recém-descoberta, o preconceito era notório quando foi intitulada de “peste gay”, pois acometia homossexuais em sua maioria. O teste para a detecção do vírus demorava 20 dias. Passado o período, Orlaneudo recebeu uma ligação da médica: “Precisamos refazer aquele exame”. E assim ele o fez.
Ao receber o resultado, brinca: “Só aí vi que era o exame de HIV e nele constava soro-reagente. Fiquei muito feliz, pois a minha falta de informação era tão grande que eu pensava que estava tudo normal por ser reagente”. Passada a ingenuidade, Orlaneudo viu-se diante de um dilema. “Minha família toda foi avisada de imediato. A médica me deu 6 meses de vida. Emociona-me a lembrança deste dia. Minha mãe olhou para mim e disse que seriam seis meses intensos”.
Ao ser encaminhado ao Hospital São José, referência no tratamento de doenças infecciosas em Fortaleza, Orlaneudo conta que entrou em desespero. Foi aí que ele sentiu o grave problema a que estava exposto. “Saí chorando, sem rumo, em direção à empresa em que eu trabalhava. Ao chegar lá, só ouvia os comentários. De repente, minha chefe chegou para mim e disse que eu deveria ir para casa. Eu fiquei mais nervoso ainda. Ela falou que meu caso era sério e que eu não poderia ficar na empresa, no meio das pessoas. Informou ainda que o dono da empresa havia dito que eu poderia ficar em casa e mandar alguém da família pegar meu salário no final do mês”.
A época da descoberta do vírus coincidiu com o término de um relacionamento de seis meses com um garoto. “Depois de saber o resultado do exame, procurei por ele”. A conversa foi intensa e Orlaneudo foi até ameaçado. “Tempos depois, ele veio me pedir desculpas. Fez o exame e o resultado foi negativo. Fiquei muito feliz por ele”, conta emocionado. A situação do ex-namorado era preocupante até então. Nas relações que eles tiveram, o garoto foi passivo. A região anal é intensamente vascularizada (cheia de vasos sanguíneos), e a probabilidade de infecção por qualquer DST (Doença Sexualmente Transmissível) é até 11 vezes maior que por via vaginal. “Graças a Deus, até hoje nunca passei o vírus para ninguém, nem me reinfectei”, comemora Orlaneudo.
Bastante abrangentes, os estudos sobre DSTs são lecionados em escolas públicas e particulares na atualidade. Síndrome da ImunoDeficiência Adiquirida, a AIDS é uma doença que vem a ser causada pelo agravamento do quadro clínico do portador do vírus HIV. Até mesmo os pacientes soropositos devem manter relações sexuais com preservativo. Extremamente mutante, o HIV age diretamente nas células de defesa do organismo, as mesmas que seriam responsáveis pela sua cura. Com o organismo desprotegido, instala-se um perigoso quadro: qualquer doença, até mesmo uma simples gripe, pode levar um paciente ao óbito.
Levou quase dois anos para que ele assumisse socialmente a AIDS. Era início da década de 1990 quando um amigo convidou Orlaneudo a conhecer o GRAB (Grupo de Resistência Asa Branca), instituição social que luta pela defesa dos direitos dos homossexuais. “Naquela época o GRAB trabalhava mais com as questões da homofobia. Com a passagem do tempo, a AIDS foi se tornando uma epidemia e vimos a necessidade de nos engajarmos também nesta luta”. O primeiro presidente do GRAB soropositivo assumido foi Alan Gomes, que criou o primeiro grupo de acometidos pelo vírus, do qual Orlaneudo fez parte. Depois de outros presidentes, quem chegou ao comando do GRAB foi o próprio Orlaneudo Lima, que presidiu a instituição até meados de 2007.
Um dos mais respeitados e conceituados militantes da causa gay no país, Orlaneudo Lima é referência nacional ao lado de Luís Mott, presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia) e de Toni Reis, da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Foi responsável pela realização de todas as nove edições da Parada pela Diversidade Sexual no Ceará, a nossa Parada Gay, que neste ano reuniu 800 mil pessoas na Av. Beira-Mar. Atualmente, Orlaneudo faz parte do secretariado da Prefeita Luizianne Lins, chefiando a Coordenadoria pela Diversidade Sexual, que trata das causas dos homossexuais.
Sua fala é doce e carinhosa. Orlaneudo gosta de entrar a fundo no assunto, experiência que adquiriu em 20 anos de militância, com inúmeras participações em debates e programas de TV. Fala sem qualquer constrangimento sobre AIDS e seu contágio. O Brasil é referência mundial em tratamento de soropositivos, e ele muito tem elogiado as ações dos governos. Conta ainda que sua última internação aconteceu em 1997, quando pensou que fosse morrer. Seu atual quadro de saúde é um tanto satisfatório. “A cada três meses nós fazemos exames para contagem de linfócitos. Minha atual carga viral está baixa, e hoje tenho uma probabilidade pequena de infecção”.
A curiosidade nos permitiu uma pergunta indiscreta: como é a vida sexual de um portador do HIV? “As pessoas acham que a melhor coisa a fazer é a abstinência sexual. Não é. O portador do vírus HIV deve fazer sexo e tem de se proteger também, e o uso da camisinha é imprescindível até em relações homoafetivas duradouras”. Orlaneudo conta que já namorou e teve relação sexual com vários soronegativos, “o que caracteriza uma relação sorodiscordante”, como ele conclui. “Uma vez um rapaz me agradeceu e disse que se não fosse eu, ele com certeza estaria infectado”. Ele refere-se ao fato de colocar o uso da camisinha como algo fundamental no sexo, independentemente de com quem seja.
Orlaneudo, contudo, afirma que poucos foram os momentos abertos de preconceito por que passou. Sua condição de militante e presidente do GRAB pode tê-lo blindado de situações constrangedoras. “Mas já passei por momentos delicados. Namorava um rapaz e os amigos ficavam colocando coisas na cabeça dele, dizendo que eu tenho HIV. Certa vez cheguei para um deles e perguntei se ele já havia feito o exame”. Ele conta que o amigo de seu ex-namorado esquivou-se, negou que tivesse feito isso. “Em todo esse tempo, já vi muita gente que me apontava morrer com AIDS. E aqui estou eu, graças a Deus”.
Ele também se mostra contente com as últimas informações publicadas na imprensa sobre os estudos para o tratamento da AIDS. No flanelógrafo do GRAB, uma página impressa destoa das outras: “Paciente é curado de AIDS depois de passar por transplante de medula” era o título. Orlaneudo mostra-se animado com os recentes estudos, mas não acredita numa possível cura imediata da doença. “Não sei se vou pegar a cura da AIDS, mas acredito nela sim”.
Aos 41 anos de idade, (“costumo brincar que quase a maior parte da minha vida já passei portando o vírus HIV”), Orlaneudo foi percebendo que a luta contra a AIDS não é só dos pacientes soropositivos, mas de todos os cidadãos do mundo. “Ao longo dos anos, muitas transformações ocorreram na minha vida, mesmo vivendo com HIV. Com a consciência de que não sou melhor nem pior do que ninguém, consegui voltar a estudar, concluir a universidade e hoje estou cursando Especialização em Gestão Hospitalar”. Seu grande objetivo é trabalhar num grande hospital, ajudando na área de doenças infecto-contagiosas.
Em um artigo nos enviado por e-mail, relatando sua experiência, Orlaneudo Lima conclui: “Na luta contra a AIDS, acho que é fundamental a conscientização das pessoas com relação à transmissão do HIV. Isto não só por responsabilidade daqueles que têm o HIV, mas também por todos, porque hoje há milhares de pessoas infectadas com HIV no Brasil que ainda não sabem do diagnóstico”. Orlaneudo fala em 1 paciente em tratamento para cada 4 infectados sem saber, um número assustador.
Segundo dados do Governo Federal, mais de 46 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV. Dois terços delas, somente no continente africano, onde há países com até um quarto da população infectada. “Sei que vou viver muitos anos ainda e toda essa sobrevida é por ter mergulhado na história da Aids, ter uma família maravilhosa que compreende toda esta questão, ter amigos que estiveram e estão sempre comigo e por ter tido grandes amores que passaram e que estão na minha vida. Viva a vida!”.
O ZONAMIX homenageia os milhares de conhecidos e amigos que já foram infectados. Levamos a nossa solidariedade pela chegada do Dia Mundial de Combate à AIDS, lembrado na próxima segunda-feira, 1º/12. Com este Personagem da Semana, trazemos uma história de sucesso no tratamento em meio às inúmeras notícias negativas. Orlaneudo Lima deve ser seguido como um exemplar caso de superação, mas grande parte de seu sofrimento teria sido evitado com o uso de preservativo.
Hoje temos bem mais acesso à educação e informações sobre a doença, coisa que Orlaneudo não teve vinte anos atrás. Hoje temos acesso a um coquetel de medicamentos fortes, com severos efeitos colaterais. Hoje temos acesso a inúmeras formas de evitar o contágio. Usando camisinha e bom senso, todos nós evitaremos de ser, amanhã, mais um número nesta arrepiante estatística. A vida vale muito. E é como lembra Orlaneudo Lima: “Viva a vida!”. Use camisinha!
A maior boate mix do Nordeste preparou uma programação especialíssima para este sábado (29/11). Com o tema DESCONTROLE, e slogan “2x mais descontrolada”,
Por falar em banda Zonazul, os gatíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissimos estarão de volta à boate neste sábado. Revelação do Ceará Music, e principal destaque do 

Sete também são as atrações da “Os 7 Pecados Capitais”: DJs Gilvan Magno, Harry e Diego Baez, os residentes da ME3T Music & Lounge, representam o 
O zon@uta tem mais uma opção de leitura com qualidade. Foi lançado oficialmente ontem (25/10) o 
Além de ser contratado a peso de ouro, é de praxe grandes artistas a nível internacional fazerem exigências, digamos, absurdinhas. E quando esse artista se trata de Madonna, a maior personalidade do showbizz mundial, elas são mais absurdinhas ainda.
Lembra do
Assinada por Paulo Basile, a nota veio por meio de uma postagem no 
Foi numa noite calourenta de terça-feira que a equipe do ZONAMIX chegou a um flat na Av. Abolição, com vista para a Beira-Mar, cartão postal da capital cearense. Andréa já nos esperava na recepção. Lia jornal e quando nos aproximamos, não deixou seu velho costume de falar sobre política: “tô lendo aqui as coisas do PSDB. Esse povo…”. Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde os dezesseis anos (“assim que tirei meu título de eleitor, me filiei ao PT”), Rosati atualmente trabalha no Governo do Estado do Ceará, onde faz a coordenação multi-secretaria de políticas públicas voltadas aos direitos de homossexuais. “Tenho contato direto com o secretariado do governador Cid Gomes. Falo com o Secretário de Segurança a qualquer hora que queira”.



Péssima notícia para os gays que gostam de cultura e qualidade editorial. Pouco mais de um ano após ser lançada, 
set especialíssimo é o mestre, DJ e VJ Sílvio de Paula. Tudo isso é no sábado, 22/11, a partir das 23h.
Capa da primeira edição de uma revista volta ao público mix nacional, 
O gato ao lado se chama Micael Borges. Você ainda vai ouvir muito falar desse nome em 2009… Micael tem 19 aninhos e será o primeiro protagonista negro da novelinha teen Malhação (Rede Globo), na temporada que estréia em janeiro e que será parcialmente gravada em
Contamos com você para continuar o sucesso sempre crescente de nossa marca.
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Polêmica. Muito polêmica. A 

Chegamos à boate por volta das 16:45h desta quarta (12/11). Armamos as cadeiras e uma mesa na área externa e começamos a explicar nossa matéria. Informamos que faríamos perguntas aos empresários e promoters. Em alguns casos, as perguntas eram as mesmas. Paulo Gurgel (ao lado, de camisa vermelha listrada), de ante-mão, disse que ficaria ouvindo e deixaria as explicações para Júnior Cohen. “Ele é quem cuida dessa parte social”. Ao longo das quase três horas de conversas (por muitos momentos esquecemos a entrevista e conversávamos como amigos e parceiros de longas datas). Um fato nos impressionou: retraído no começo, foi Paulo quem mais falou (ao lado de quem, adivinha?!). Deixou a timidez de lado, encarnou o empresário satisfeito com o trabalho (dele e dos empregados) e nos deu excelentes declarações.
Enquanto o tímido falava, o extrovertido brincava. “É engraçado que quando tô hoje com os meus amigos, eu fico dando pinta, dizendo as gírias de gays. Eles olham pra mim e dizem: ´macho, tu tá virando gay?´”, conta Cohen, dando risadas. “Quando novinho eu era daqueles que brincava os gays na rua. Claro que me arrependo, mas é porque sou brincalhão mesmo”. Humpf!

Mas tamanha confiança assim é recente. Dois anos atrás, o mercado mix de Fortaleza vivia o final (feliz) da “época abre-boate-fecha-a-outra-boate”. Hoje, temos quatro grandes boates em pleno funcionamento, e todas com seu público. Mas é a Donna Santa que se destaca entre elas: “Enquanto 500 pessoas podem entupir uma outra boate, porque elas são mais compactas, na Donna Santa este público mal lota um, dos dois ambientes”, explica Leco, que ainda completa: “antes me chamavam de Leco-fecha-boate”. E ele credita o sucesso dos dois anos da boate ao trabalho “de todos”.
Além de revolucionar a noite mix cearense trazendo um grande público a cada evento, a Donna Santa foi a primeira boate gay a abrir espaço ao tradicional ritmo de nosso estado, o forró. “Antes da boate abrir, eu ia muito a festas com meus amigos. A forrós, inclusive. E percebi que era grande a quantidade de gays que frequentavam aquele ambiente”, explica Leco. “A primeira vez que trouxemos forró para a Donna Santa foi um sucesso absoluto. Foi Karine Mittre e Forró Lenhada, mas já recebemos grandes bandas como Pollyana Mel, Forró Diferenciar e já temos agenda marcada para Forró Real na Donna Santa”. Forró Real? “Sim”. Uh!
Sobre reformas, os empresários são cautelosos. “Temos, sim, planos. E alguns a curto prazo”. Em primeira-mão, Junior Cohen nos contou que já para este final de novembro está programado o lançamento do terceiro ambiente da casa, na parte de cima do dance. “Será um espaço sensual, dedicado à paquera”. “Devemos aumentar o tamanho de nossa boate também. Não sei se pra cima ou pros lados. Ou os dois”, informa, com poucas palavras, Paulo Gurgel. “Nossas reformas serão feitas durante o carnaval, porque é o único período que a Donna Santa fecha por 15 dias”. Sobre interesse em outros estabelecimentos mix, Gurgel informa que tem muita vontade de inaugurar uma barraca de praia. “Já tivemos esse projeto ainda no primeiro ano da Donna Santa, mas acabou não dando certo. Nossa idéia ainda persiste, mas queremos fazer um trabalho diferenciado, com ótima estrutura”.
Sobre o momento atual do mercado, os empresários mostram-se altamente empolgados com as oportunidades de Fortaleza. “Não vamos abandonar esse público tão cedo. Pelo contrário, estamos só começando”. Paulo e Junior, quando perguntados sobre quem são os concorrentes da Donna Santa, não titubeiam: “Quem são nossos concorrentes? Nós mesmos”. Perguntamos sobre como eles lidam com os empregados. “Na festa de um ano da Donna Santa, quando todos os clientes saíram, mandei o Leco Lima pro bar e chamei todos os funcionários para a pista de dança. Ficaram todos dançando e nós servindo a eles. Alguns se emocionaram, pegaram o microfone, falaram que já haviam trabalhado em muitos locais, mas serem respeitados como humanos era a primeira vez”, orgulha-se Paulo. “Nós também temos muito carinho e respeito pelos nossos funcionários. Quando algum tá com problema financeiro, fazemos uma vaquinha por aqui e ajudamos a ele”, diz Júnior.
De fato, a equipe técnica e gerencial da Donna Santa é a mesma desde a inauguração. Os três DJs (Daniel de Paula, Doripan e Kacilla), os promoters (Leco Lima e Carol Feitosa) e o gerente (Carla, que foi embora para Teresina pouco tempos depois, e Isaque, o atual). “Tá vendo aquele nosso funcionário ali? Ele vem aqui porque gosta. Não havia necessidade de tá aqui hoje”, aponta Júnior. Reparamos que o funcionário se comunica livremente com eles, e até nos agradou trazendo uma bandeja com água.
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB), anunciou para 2009 realização de concurso público. Deverão ser oferecidas 400 vagas, sendo 300 para os níveis médio e médio/técnico (assistente administrativo e analista técnico) e 100 para o superior (especialista técnico), além da formação de cadastro de reserva. Para uma melhor preparação, o Sindicato dos Bancários do Ceará está com inscrições abertas para mais um um curso preparatório para o BNB.
A mais tradicional boate genuinamente gls de Fortaleza, a Divine (ou Diva, para os íntimos), realizou ontem a oitava edição de sua festa de Halloween. Com decoração assinada por Ciro Alencar, a boate se transformou num verdadeiro “circo dos horrores”: por todo canto havia bruxas e fantasmas decorativos nas paredes e no teto; na pista, o horror ficou por conta das bacanérrimas fantasias do público, que entrou bem no clima do evento.
Às 2h em ponto (pontualidade, aliás, é a marca da Divine), as cortinas do palco se abrem e entram os bailarinos do show de Satyne Haddukan, que apresentou a primeira parte do evento. Participaram ainda da apresentação Rayanna Rayovac e Flávia Fontenelle, que comandaram a escolha da melhor fantasia da noite.




Nosso objetivo foi alcançado na noite desta terça-feira (04.10), quando fui ao encontro da palestrante. Abramos um parêntese: Fernanda Meirelles é arte-educadora, formada em Letras (UECE), dá palestra sobre arte e cultura, além de ser talvez o maior nome feminino entre os fanzineiros de Fortaleza.
Britanicamente, estava no horário e no local marcados. Ao chegar ao estabelecimento, Fernanda, com uma blusa branca básica e uma saia com estampas floridas e tênis, estava terminando suas falas no projeto “Literatura de Lua”, no qual, duas vezes por semana, ela convida um profissional ou um leitor comum (e explica: “essa é uma das grandes diferenças do projeto”) para discutir temas ligados à literatura, ao som de boa música e para um público bem atento e seleto. Entrei na sala e fiquei quietinho, observando tudo…
De cara, entrei na questão sobre o beijaço organizado por Fernanda em 2002, em um estabelecimento de entretenimento na Praia de Iracema. No mês de maio daquele ano,
Mas a vida de Fernanda não se resume somente ao beijaço. Formada em Letras pela Universidade Estadual do Ceará – UECE, e com especialização em Arte-Educação pelo CEFET, hoje a profissional se desdobra em várias atividades, seja nas suas aulas que ministra no Centro Cultural Bom Jardim, equipamento ligado ao Governo do Estado, ou em seus projetos paralelos, como o “Literatura de Lua”, além da confecção de fanzines e postais. “Em dezembro estarei expondo novos postais que terão a temática do sono como ponto de partida. Eu (escrevendo) e Bob (desenhando) somos os autores, e formamos a dupla Supercordas”.
Fernanda disse ser fã de Paradas Gays, em contraponto a alguns intelectuais que acham que esse tipo de movimentação política transformou-se grandes carnavais fora de época e perdeu o cunho político. “Adoro ir a Parada Gay e participar desse tipo de evento. Acho que é um momento onde pessoas diferentes em vários aspectos, não só de sexualidades, podem conviver de perto, incluindo família, paqueras, namorados e amigos. Só em isso acontecer, o evento já vale a pena!”.
Quando o assunto é relacionamento familiar, Fernanda se derreteu toda, mostrando grande admiração por sua mãe. “Ela é uma mulher ninja, além de ser muito elegante e esclarecida. Quando ela soube, logo no começo, passamos por todas as fases, dificuldades e desencontros. Mas com o tempo, diálogo, convivência – inclusive conhecendo minhas namoradas – ela passou a encarar com naturalidade. A grande preocupação dela era o que de ruim poderia acontecer comigo devido ao preconceito alheio“. Falando em relacionamentos, Fernanda mandou um recado para as candidatas de plantão: “estou solteira!”, enfatiza.