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PERSONAGEM DA SEMANA: Cid e MarceloFort comemoram 10 anos de namoro
Postado em (Personagem da Semana) por admin em 28-02-2009
Quem um dia nunca se perguntou: será que vou achar minha cara metade? Há também quem se limite a pensar: namoro entre gays dá certo? Outros já pensam: existe algum gay que queira mesmo namoro sério? E a fatídica pergunta: o que você faz para conseguir um namoro estável?

O Personagem da Semana do ZONAMIX traz, nesta edição, um exemplo (tudo bem, é raro) de dois homens que enchem de orgulho os olhos de amigos e o coração dos românticos de plantão. Cidcley Paz (32) e Marcelo Ferreira (34) namoram há mais de 10 anos. Fomos atrás dos segredos de um relacionamento duradouro (será que há?) e em busca de um objetivo: o que é preciso para namorar por tanto tempo?
Segundo Cid, “você precisa ser diferente do namorado“. Em outras palavras, Marcelo é “tranquilão” e Cid é “estourado”; Ferreira é da paz e o Paz é da guerra. “Não aguento nada calado. Quando vejo alguma coisa acontecendo, gente querendo puxar o tapete do Marcelo, vou logo atrás“. E ele, o que faz? “Nada… o Marcelo acha tudo besteira e não esquenta com nada“.
Com o exemplo acima, era natural esperarmos instabilidade. Mas na prática é o contrário: o lado introspectivo de Marcelo segura a ânsia explosiva de Cid, e o lado incisivo deste protege o pessoal e o profissional daquele. Para quem ainda não se situou, Cid e Marcelo respondem pelo sobrenome Fort. O zonauta de tecladinho pelo menos uma vez já ouviu falar em DJ MarceloFort. “O queridinho das drags”, dizem uns; “O DJ com o set list mais versátil que conheço”, dizem outros.

Cidcley Paz
A época poscede o mais pecaminoso dos eventos e fidelidade durante quase uma semana é um artigo mais raro ainda. E é justamente após o grito do Carnaval que o ZONAMIX traz um lindo exemplo de união estável gay.
Nossa entrevista se deu semana passada, às vésperas da folia de momo. Com seu jeito um tanto que tímido, Cid esconde uma personalidade forte (Fort mesmo), mas traz consigo um incrível jeito menino de ser. Doce, amigo e brincalhão são características que podem descrevê-lo, mesmo que observado de longe. Mas é o ser “brincalhão” a característica que mais se destaca.
A história do relacionamento entre Cid e Marcelo começou na tarde ensolarada do dia 26 de outubro de 1998. “Estava indo ao médico com minha mãe quando fiquei observando aquele cara que entrava no ônibus“, diz Cid. E o mais curioso: “Nosso namoro começou com uma pinada“. Todos rimos. Aos não-cearenses: chamamos de “pinada” o ato de encoxar, de esfregar levemente o quê, você sabe onde.
Foi fácil assim? “Nada disso… depois desse dia ele sumiu“. Era uma segunda-feira e na época Marcelo passava a semana viajando por municípios do interior do Ceará. “Fui todos os dias da semana, no mesmo horário, ao terminal. Refiz todo o trajeto, mas não o encontrei“. Mas Cid continuou a busca: “Na segunda-feira seguinte, refiz o trajeto e dei sorte. Encontrei o Marcelo no terminal da Parangaba“. Trocaram telefone e descobriram que moravam no mesmo bairro: Messejana (zona sul da capital).
Foi somente dois meses depois, em 26 de dezembro, que Marcelo pediu a mão de Cid de namoro. “A mão e tudo junto, né?“. Tudo junto só foi com a mão? “Sim… queria fazer a linha difícil. Só fomos para a cama depois do pedido de namoro“. Foi difícil? “Pra mim, noossa! Muito difícil! Antes de namorarmos ele judiava de mim ficando sem camisa, se esfregando. Mas eu resisti. Ainda bem que foi pouco tempo“.

Cidcley foi a primeira experiência homossexual de Marcelo. “Na época ele teve uma decepção amorosa com uma mulher. Muitas vezes não sabia o que queria, do que gostava: se de mulher ou de homem“. E você? “Eu sempre gostei de homem“. Nunca ficou com mulher? “Néeem“. E completa: “Marcelo foi meu terceiro namorado. Antes dele tive dois relacionamentos duradouros“.
Mesmo com certa limitação, Cid concordou em falar sobre os seus relacionamentos antigos. “Meu primeiro namoro foi um desastre. O cara até me batia. Passei mais de 4 anos com ele“. Foi a partir do segundo namoro (de 2 anos e 7 meses) que sua família começou a desconfiar. “Eu levava meu namorado pra casa e minha mãe começou a desconfiar“. E a reação dela? “Minha família sempre me amou. Eles nunca foram contra mim“.
Mas foi Marcelo quem conquistou o coração de Cid. E o mais curioso: por uma dor. “Ai, me apaixonei pelo Marcelo na nossa primeira noite. Doeu tanto, mas eu me apaixonei“, diz em tom de voz peculiar (e cômico). “Logo no começo do namoro o Marcelo me ligou, me chamando pra acompanhá-lo num encontro. Quando chegamos a um shopping de Fortaleza, estava lá uma bichinha que parecia dar em cima dele. A certa altura, ela se vira e diz: ´Marcelo, tira ele daqui´. Nesta hora fiquei nervoso e fiz o maior barraco. Juntou até seguranças“, ri.

Marcelo Ferreira
Apesar do exemplo acima, Cid não se acha ciumento. “Nem Marcelo é ciumento“. O período extenso de namoro traz momentos de discussões curtas, mas de longa reciprocidade de sentimentos. “Tem amigos nossos que perguntam: ´Vocês nunca brigam?´. É claro que brigamos, mas levamos as coisas naturalmente. Já saímos inúmeras vezes brigados de casa e fomos pra balada, mas nunca exteriorizamos nossa discussão“. E pontua: “Eu sinto falta de carinho quando estamos nas festas. O Marcelo é muito fechado para mostrar o lado emocional. O que me conforta é que ele sempre me diz: ´não preciso falar para todo mundo o que sinto por você´“.
E é sobre o sentir que Cidcley declara: “Eu não amo o Marcelo. Nunca cheguei pra ele e falei isso. Eu gosto muito dele“. Qual a diferença do amar e do gostar? “Amar é uma coisa passageira. Você ama por um período e depois para. O gostar já é mais longo e pode ser para a vida inteira“. E ele o ama? “Marcelo nunca me disse que me ama, acredita?“. Você sente falta de ouvir isso? “Não“.
Cid e Marcelo levam juntos a vida há oito anos. “Fui morar com ele quando tínhamos dois anos de namoro e saí há seis meses por desavenças com a família dele“. Neste período, Cid conta que sempre contou com o carinho dos pais de Marcelo. “Mesmo todos sabendo, nós sempre nos comportamos. Em casa ficávamos separados e só tínhamos momentos íntimos no quarto, com a porta trancada e o som ligado em volume alto“. Há três meses Cid se divide entre a casa de seu pai e de Thalis Guerra, a quem citou por várias vezes e por quem demonstrou imenso carinho.
Há três anos Cid passou por um verdadeiro teste de resistência. “Primeiro, tive de lidar com o falecimento de minha mãe. Um mês depois morreu meu irmão mais velho. Foi um período muito difícil em minha vida“. Mesmo pouco presente na infância, seu pai foi fundamental nesta fase. “Tenho muito amor pelo meu pai e por meu irmão mais novo“. Marcelo, por sua vez, é filho único da união de seu pai com sua mãe e tem outra irmã por parte de pai.
Sobre o inglório assunto de traição, Cid é ligeiro: “Se o Marcelo já me traiu, eu nunca soube. Ele pode ter feito muito escondido“. E você, já traiu: “Já. E ele soube“. Cid conta que o período de carnaval (também pudera) é o de maior dificuldade no relacionamento. “Todo ano nós brigamos no carnaval. Todo ano!“. Foi numa dessas brigas que houve a traição: “Estávamos em Aracati, onde passamos todos os carnavais de nosso namoro, quando eu e Marcelo brigamos feio. Terminamos o namoro e ele voltou para Fortaleza. Saí feito louco na rodoviária, entrando de ônibus em ônibus atrás dele. Voltei para casa decepcionado e encontrei um menino, com quem fiquei“. Cid garante que foi apenas um fica. “Quando cheguei em Fortaleza, foi a primeira coisa que disse ao Marcelo. É claro que ele ficou com raiva, mas superamos isso. Não houve sexo“.
Por que o namoro de vocês superou isso? “Quando vimos hoje alguns relacionamentos que começam e terminam muito rápido, nos perguntamos o que essas pessoas querem. Hoje, a turma não quer mais nada. Há excesso de saunas, cinemões, boates e tudo é um convite à traição. Nosso namoro persiste porque somos leais, sabemos o que queremos“. O que é fundamental para a construção de um relacionamento duradouro? “Respeito e que o cara seja diferente de você. Tenho certeza de que se o Marcelo fosse explosivo como eu, já teríamos terminado há muito tempo“. É o verdadeiro exemplo da expressão: os opostos se atraem? “Exatamente“.
Marcelo, como você, leitor, percebeu no decorrer do texto, não participou da entrevista, pois se encontrava trabalhando. “Se ele estivesse aqui do lado a coisa não seria diferente. Ele não fala nada mesmo, só eu que falo“, brinca Cid. Vocês pretendem algum dia se casar (caso seja possível, óbvio)? “Ah, queremos sim. Queremos, inclusive, adotar uma criança. Só esperamos nossa situação financeira melhorar para que possamos fazer a adoção“.

O lado desconhecido de um casal tão conhecido torna-se ainda mais curioso quando tomamos a liberdade de mostrar ao público um caso de amor que deu certo. Nós, gays, diariamente nos deparamos com pessoas que ora nada querem, ora se desesperam e procuram curar carência emocional com um ato repentino de se entregar (muitas vezes, da forma mais brega possível).
Cid e Marcelo Fort formam um exemplo lindo de se ver, bonito de se conhecer e magnífico para ser admirado. E nos faz pensar que é possível, sim, haver reciprocidade e respeito num relacionamento entre gays. O destino pode até ter sido irônico com o jeito brincalhão de Cid, mas sua extravagância nos faz pensar: que pinada, hein?!
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Durante os 40 minutos de entrevista, fomos interrompidos seis vezes. “A nossa rotina está uma loucura“, lembra Ely, que não parava de atender a ligações do celular e da própria agência.
Mas Ely também lamenta alguns contratempos:
Este, contudo, não deve ser o único trabalho da Ativação no mercado mix. Para os próximos meses a produtora já planeja a realização de mais festas, e um projeto é guardado a segredos:
A história sobre a homossexualidade da heroína já é antiga. Em 2006, um artigo no jornal The New York Times, o mais influente dos EUA, informou sobre a sexualidade da Batwoman a partir de resenhas dos autores da história (Greg Rucka e J.H. Williams 3º, da DC Comics). De lá para cá, o assunto repercutiu entre os fãs da série mas só agora os autores confirmaram em uma entrevista a um site especializado em quadrinhos: 


Pouco tempo depois, Harry foi apresentado a Leco Lima, então promoter da única boate gls de Fortaleza à época. “Já era o final da KISS. Peguei justamente o começo da THOR, com a forte concorrência entre as boates“. O DJ refere-se ao período entre o final de 2003 e o início de 2004, quando o mercado mix local sofreu uma verdadeira reviravolta. Localizada a duas quadras da KISS, a THOR iniciou seus trabalhos com o objetivo claro de derrubar a concorrência. Para isso, trazia grandes atrações a cada sábado e dava entrada de graça, por cortesia. “Isso acabou quebrando a KISS“, lembra Harry.
substituiu) e também de vários DJs do Sudeste. Um deles, de Curitiba, na época me enviou dois mp3 com músicas que ele tocava lá“
Monteiro tem por mim”. Esta, contudo, não é a primeira vez que o DJ trabalha com Monah. 
ME3T é excelente. Temos toda a história do Gilvan Magno, o carisma incrível da Juh Veras e o profissionalismo do Diego Baez“. Este último divide com Harry a residência da boate aos sábados, “além dos DJs que recebemos de fora, quase toda semana”.
adorou“, lembra.
gratidão. “O Leco é o responsável por tudo isso que me aconteceu. Foi ele quem bancou a minha ida pra KISS e nosso contato hoje é o melhor possível“. Sobre
Além de todo o luxo, o alto preço cobrado é justificado por diferenciais como o de sua estrutura, que é sustentada por um corpo de bronze e aço inoxidável. O toca-discos tem um sistema especialíssimo para eliminar qualquer tipo de vibração ou ruído: todo o sistema é baseado em levitação magnética – tanto o prato quanto outras peças que sustentam os braços, flutuam a poucos milímetros de distância umas das outras. Um espetáculo!


O brasileiro adora celular e navegar na internet (principalmente nos sites de relacionamentos). Foi pensando nisso que um grupo de amigos criou o 
Ele tornou-se conhecido mundialmente quando saiu dos Jogos Olímpicos de Pequim com nada menos de 8 medalhas de ouro. Foi capa de revistas no mundo inteiro, convites para estrelar campanhas publicitárias começaram a bombar, mas 