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ARTIGO DO LEITOR: Estilo Donna Santa
Postado em (Artigo da Segunda, Texto do Leitor) por admin em 30-06-2009
Por Luis Arthur Costa (luisarthurcs@yahoo.com.br)
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No mundo contemporâneo, é comum a sociedade dividir-se em múltiplos, incontáveis segmentos. A diferenciação entre os indivíduos é, ao mesmo tempo, sua busca de inserção em grupos que os acolham e contemplem as nuanças da personalidade de cada um.
Vestimentas, adornos, as músicas que escutamos, as leituras que fazemos, os programas de televisão a que assistimos, os lugares que frequentamos, dentre outras atitudes, tudo contribui para que enveredemos por uma teia de ideias, reações, relações, enfim, as quais moldam e exprimem as nossas individualidades.
Participar de uma determinada comunidade já causa no outro que nos conhece e/ou observa uma série de impressões. Por exemplo, um sujeito homossexual, cuja orientação é sabida por parentes e amigos, para uns pode parecer seguro de seu desejo, corajoso, politicamente progressista; outros, em contrapartida, eventualmente deduziriam tratar-se de alguém excessivamente desinibido, com características efeminadas, intolerante quanto à não aceitação total de sua condição sexual pela sociedade.
Entre a comunidade mix fortalezense, é bastante perceptível a quantidade de (pré-) julgamentos dirigidos a cada um de seus membros. Uma breve menção ao nome de uma boate insta a algumas noções acerca de seu público.
Há quem defenda a existência de estabelecimento primordialmente frequentado por uma determinada “classe A” – seria de abastada? – ou “classes A e B” – abastados e bajuladores? – ou, ainda, “AB” – médios ascendentes ou ricos decadentes? Consequentemente, segundo esse raciocínio, haveria os locais cujo acesso priorizaria uma clientela tipo “C” – de coitados? –, talvez “CD” – coitaDinhos? –, além da mais famigerada, “E” – provavelmente, de excluídos mesmo.
Particularmente, entendo essa linha de pensamento como frívola, vazia de conteúdo e sem grandeza de objetivo, servindo somente a interesses de meia dúzia de mixófobos – grosseiramente, pessoas avessas a algum tipo de mistura, intersecção social – que beneficiam, com isso, a própria ilusão de irradiarem algum tipo de superioridade material e/ou moral.
Na capital alencarina, destacam-se quatro importantes casas noturnas voltadas para a comunidade LGBT. Comumente, atribuem-se, a cada uma, segmentos específicos de clientes. Porém, todas, sem exceção, insistem, um fim-de-semana após o outro, em desfazer seus estigmas. E na X Parada pela Diversidade Sexual do Ceará não foi diferente. Pelo contrário, evidenciou-se mais ainda que a única finalidade dos preconceitos é serem quebrados. Durante o evento, o caso mais surpreendente foi o da Donna Santa.
Muitas vezes tachada como um espaço popularesco e repudiada por isso – como se “povo” fosse uma porção desagradável da sociedade –, a Donna Santa provou-se na vanguarda dessas críticas. O imenso trio elétrico que seus organizadores levaram à Av. Beira-Mar de Fortaleza incontestavelmente simbolizava o tamanho do valor da Diversidade para nossos sonhos de democracia, liberdade, igualdade e harmonia. Sobre o trio que marchava em nome do respeito, e em seu derredor transbordavam consciência cidadã, ativismo e luta por justiça social, sem que se perdesse a alegria, a empolgação e a paixão pelos ideais em questão.
Carol Feitosa, uma das promoters, ungida por um sentimento maternal – aquele do “em coração de mãe sempre cabe mais um” –, mal conseguia negar os almejados 15 minutos de fama a um ou outro transeunte que pedisse, implorasse até, para subir no trio. E o pai dessa Donna Santa, seu mentor responsável, atento e queridíssimo, Leco Lima, pouco ou nada conseguia conter seu sorriso de satisfação com a filha que, pelo visto, atingira uma espécie de maioridade intelectual.
O trio da Donna Santa explodia em cores, músicas e pulos em sua superfície e provenientes de seus seguidores na pista, aguerridos discípulos de um casal de mestres que paulatinamente surpreende o Ceará com os resultados de seu árduo e incansável trabalho. Faltou um milímetro sequer de espaço a qualquer mixofobia. Etnias, classes, desejos e diferenças se uniram ali em nome de causas que os difamadores do movimento LGBT julgam esquecidas ou suprimidas por celebrações fúteis de uma sexualidade oca.
Nada mais agradável, enriquecedor e revigorante para quem luta por direitos iguais em nosso estado do que o sublime privilégio de assistir de perto a uma talentosa dupla de promoters suar, ter os pés pisados tanto quanto qualquer um que caminhava na Parada, deixar os cabelos se desgrenharem ao longo de muita dança e muita brisa, demonstrando que a igualdade deve partir do espírito e ficar no exemplo. A simples lembrança desses momentos certamente é o início de uma profunda e fundamental transformação nos valores da nossa sociedade. Esse é o jeito, o “estilo Donna Santa” de agir e contribuir por um mundo melhor.
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Sim, a Igreja Católica (chefiada por Joseph Alois Ratzinger, ou 






Quem é mais feliz? Os INN, com toda sua independência de namoro, ou os DNN, com zero de carência afetiva? Falando em carência afetiva, o INN leva desvantagem nisso ou sua vantagem está no fato de ele não se ligar a ninguém? Estaria protegido? O DNN ficaria em desvantagem por querer beijar demais, transar demais, viajar demais… e quebrar a cara demais?

A máxima da discussão pode ser inserida entre gays, lésbicas e afins aqui em Fortaleza. E reformulo a pergunta: 
E também já escutei casos curiosos: “Bote o meu banner na frente porque eu sou mais bonito“. Uh! “Quando eu vou ser o
O fato de ser conhecido mais prejudica que ajuda. No momento da paquera, é brochante quando o gatinho vem e diz: “Eu adoro o seu trabalho, João Paulo Magalhães“. Pow, cala a boca e beija logo!
“Você é o famoso barman?“. Famoso e gostoso, hein! “Você é a famosa drag-queen cara de puta?” Putíssima! “Você é o famoso promoter… como é o nome mesmo?” Deixa pra lá…
Ah, que me desculpem os depilados, mas o pelo faz parte da beleza masculina. É minha visão – pode não ser a sua -, e tenho certeza de que muitos concordam:
“No calor do Brasil, é mais higiênico homem sem pelos”, disse uma carioca de 19 anos à Época, que afirmou detestar pelos no corpo masculino. Seu próximo passo, acredite, é depilar o peito de seu namorado, Bruno. Ah! Cada um com seus gostos…

O ato de raspar os pelos não é necessariamente uma garantia de higiene. Já pensou se alguém se decidisse a extrair os dentes para acabar com o mau hálito? Estranho, não? Ou cortar os pés para acabar com o chulé… Francamente!
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