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Donna Santa promove “Festa da Espuma” neste sábado (05/03). Que tal saber mais sobre o evento?

Postado em (Social Night, Texto do Leitor, Vídeos) por admin em 03-03-2010

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Uma coisa é perceptível: a Donna Santa não se contenta em trazer grandes atrações. É preciso fazer grandes eventos. Investimentos não faltam, e parece que ideias também não. A mais recente é a realização da “Festa da Espuma“. Talvez este não tenha sido o motivo principal, mas a ideia geral é semelhante a de uma festa que ocorreu no Big Brother Brasil, patrocinada por uma marca de produtos de limpeza. É aquilo lá.

O evento é anunciado como “uma das maiores festas nacionais”. É assim que eles vendem no flyer. Tem mais: a mega estrutura vem diretamente de São Paulo. Sobra até espaço para uma mini explicação: “Enquanto os DJs agitam a pista, as máquinas liberam espuma no público”. E asseguram: “a espuma é neutra e não tóxica, incapaz de irritar a pele e os olhos”. E daí? Daí que parece ser imperdível!

Em uma rápida pesquisa no YouTube, encontramos mais de 700 vídeos relacionados a “festa da espuma”. Um sucesso, portanto. Abaixo, um vídeo dá uma noção bacana do que a Donna Santa prepara: uma máquina fica suspensa em pleno dance e, a cada momento, despeja uma quantidade de espuma na galera. O bom é que a espuma deixa o corpo úmido, mas não exatamente molhado por completo. Portanto, pode arrasar na produção.

Instantes atrás recebemos, via Mural Mix, uma mensagem super bacana de nosso zonauta Wellington. A mensagem instigou a nossa curiosidade (acredito que seja curiosidade compartilhada com vários outros zonautas) e decidimos, enfim, fazer as perguntas propostas por ele. Quem respondeu foi Leco Lima, promoter da Donna Santa. Vamos lá!

1) Como será a distribuição desta espuma?
Leco Lima: As máquinas ficam suspensas sobre o dance. A espuma cai no meio do público, que poderá dançar dentro da espuma.

2) Como fica a questão da higiene? A espuma vai molhar o público, não?
Leco Lima: Sobre a questão de ficar molhado, a espuma realmente deixa o corpo úmido, mas não exatamente molhado. Lembrando que a espuma não é tóxica, e é incapaz de irritar os olhos e a pele.

3) Será possível beber por lá? Haverá garrafas de cerveja no dance?
Leco Lima: por medida de segurança, e para evitar qualquer acidente, não vamos permitir garrafas no dance. Quem estiver tomando cerveja ou Ice receberá copos descartáveis. Ah, e no meio da espuma haverá gogoboys vestidos bem à caráter entre os clientes. Especifica isso, por favor.

Para participar deste que promete ser um dos maiores eventos deste ano, ainda dá tempo de concorrer a cortesias pelo ZONAMIX. Para isso, basta cadastrar nome + e-mail e responder a uma perguntinha básica. Ficou interessado? É só clicar aqui. (sorteio válido até a madrugada de sexta-feira). Para maiores informações sobre o evento, consulte a nossa Agenda Mix. Divirta-se!

ARTIGO DO LEITOR: Estilo Donna Santa

Postado em (Artigo da Segunda, Texto do Leitor) por admin em 30-06-2009

Por Luis Arthur Costa (luisarthurcs@yahoo.com.br)

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No mundo contemporâneo, é comum a sociedade dividir-se em múltiplos, incontáveis segmentos. A diferenciação entre os indivíduos é, ao mesmo tempo, sua busca de inserção em grupos que os acolham e contemplem as nuanças da personalidade de cada um.

Vestimentas, adornos, as músicas que escutamos, as leituras que fazemos, os programas de televisão a que assistimos, os lugares que frequentamos, dentre outras atitudes, tudo contribui para que enveredemos por uma teia de ideias, reações, relações, enfim, as quais moldam e exprimem as nossas individualidades.

Participar de uma determinada comunidade já causa no outro que nos conhece e/ou observa uma série de impressões. Por exemplo, um sujeito homossexual, cuja orientação é sabida por parentes e amigos, para uns pode parecer seguro de seu desejo, corajoso, politicamente progressista; outros, em contrapartida, eventualmente deduziriam tratar-se de alguém excessivamente desinibido, com características efeminadas, intolerante quanto à não aceitação total de sua condição sexual pela sociedade.

Entre a comunidade mix fortalezense, é bastante perceptível a quantidade de (pré-) julgamentos dirigidos a cada um de seus membros. Uma breve menção ao nome de uma boate insta a algumas noções acerca de seu público.

Há quem defenda a existência de estabelecimento primordialmente frequentado por uma determinada “classe A” – seria de abastada? – ou “classes A e B” – abastados e bajuladores? – ou, ainda, “AB” – médios ascendentes ou ricos decadentes? Consequentemente, segundo esse raciocínio, haveria os locais cujo acesso priorizaria uma clientela tipo “C” – de coitados? –, talvez “CD” – coitaDinhos? –, além da mais famigerada, “E” – provavelmente, de excluídos mesmo.

Particularmente, entendo essa linha de pensamento como frívola, vazia de conteúdo e sem grandeza de objetivo, servindo somente a interesses de meia dúzia de mixófobos – grosseiramente, pessoas avessas a algum tipo de mistura, intersecção social – que beneficiam, com isso, a própria ilusão de irradiarem algum tipo de superioridade material e/ou moral.

Na capital alencarina, destacam-se quatro importantes casas noturnas voltadas para a comunidade LGBT. Comumente, atribuem-se, a cada uma, segmentos específicos de clientes. Porém, todas, sem exceção, insistem, um fim-de-semana após o outro, em desfazer seus estigmas. E na X Parada pela Diversidade Sexual do Ceará não foi diferente. Pelo contrário, evidenciou-se mais ainda que a única finalidade dos preconceitos é serem quebrados. Durante o evento, o caso mais surpreendente foi o da Donna Santa.

Muitas vezes tachada como um espaço popularesco e repudiada por isso – como se “povo” fosse uma porção desagradável da sociedade –, a Donna Santa provou-se na vanguarda dessas críticas. O imenso trio elétrico que seus organizadores levaram à Av. Beira-Mar de Fortaleza incontestavelmente simbolizava o tamanho do valor da Diversidade para nossos sonhos de democracia, liberdade, igualdade e harmonia. Sobre o trio que marchava em nome do respeito, e em seu derredor transbordavam consciência cidadã, ativismo e luta por justiça social, sem que se perdesse a alegria, a empolgação e a paixão pelos ideais em questão.

Carol Feitosa, uma das promoters, ungida por um sentimento maternal – aquele do “em coração de mãe sempre cabe mais um” –, mal conseguia negar os almejados 15 minutos de fama a um ou outro transeunte que pedisse, implorasse até, para subir no trio. E o pai dessa Donna Santa, seu mentor responsável, atento e queridíssimo, Leco Lima, pouco ou nada conseguia conter seu sorriso de satisfação com a filha que, pelo visto, atingira uma espécie de maioridade intelectual.

O trio da Donna Santa explodia em cores, músicas e pulos em sua superfície e provenientes de seus seguidores na pista, aguerridos discípulos de um casal de mestres que paulatinamente surpreende o Ceará com os resultados de seu árduo e incansável trabalho. Faltou um milímetro sequer de espaço a qualquer mixofobia. Etnias, classes, desejos e diferenças se uniram ali em nome de causas que os difamadores do movimento LGBT julgam esquecidas ou suprimidas por celebrações fúteis de uma sexualidade oca.

Nada mais agradável, enriquecedor e revigorante para quem luta por direitos iguais em nosso estado do que o sublime privilégio de assistir de perto a uma talentosa dupla de promoters suar, ter os pés pisados tanto quanto qualquer um que caminhava na Parada, deixar os cabelos se desgrenharem ao longo de muita dança e muita brisa, demonstrando que a igualdade deve partir do espírito e ficar no exemplo. A simples lembrança desses momentos certamente é o início de uma profunda e fundamental transformação nos valores da nossa sociedade. Esse é o jeito, o “estilo Donna Santa” de agir e contribuir por um mundo melhor.

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Mix Viagem: ZONAMIX desvenda os mistérios de João Pessoa-PB

Postado em (MIX Viagem, T+U+D+O, Texto do Leitor) por admin em 14-04-2009

João Pessoa: Um segredo que o ZonaMix tratou de descobrir para você
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por Luís Arthur (luisarthurcs@yahoo.com.br)
de João Pessoa, especialmente para o ZONAMIX

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Ainda era quarta-feira (08/04/2009) quando o diretor-administrativo do ZonaMix, Marcello Soares, e eu, seu amigo de longa data e espécie de colaborador nas horas vagas, além de assíduo leitor do portal, já preparávamos o kit viagem para o feriado: confirmação de passagens e hospedagem, bagagens e, é claro, encontros na cidade de destino. No caso, João Pessoa.

Realizados os dois primeiros e arrumadas as malas, só restava mesmo passar um tempo no sempre útil e eficiente bate-papo. Marcello optou por não acessá-lo, pois estava praticamente “compromissado” e preferiu preservar a fidelidade, por mais que essa virtude seja rara hoje em dia. Aventurei-me sozinho.

jampa1Dentre várias conversas, algumas um pouco prolongadas e aspirantes a amizade, ao passo que outras breves e objetivas, alternando-se entre salas de bate-papo e trocas de mensagens no MSN, eis que surge a pergunta:

Você vai para a Secret Party?

“Como assim?”, indaguei-me e ao rapaz com quem dialogava. Secret Party? Que seria isso? Quando? Onde? E, a mais importante interrogação de todas: Por quê?

É uma rave”, respondeu-me o jovem, “que vai ocorrer na Praia do Jacaré, sábado à noite“. Confesso que minha empolgação inicial foi mínima, tendo em vista o pouco apreço que sinto por raves. Questão de gosto.

“É rave mesmo?”, demonstrei curiosidade.

É sim, mas as músicas são boas“. Com todo respeito aos admiradores de música techno pura, se assim me permitem classificá-la, quando ele escreveu “músicas boas” foi que enfim parecíamos falar a mesma língua.

Deixa eu te mandar o perfil da festa no Orkut“, continuou. “E o site também“. Aos interessados, seguem os links, respectivamente, do perfil  (aqui!) e do site da festa (aqui!). Apenas a título de confirmação, apesar da obviedade da resposta, ainda perguntei:

jampa2“E dá para nos conhecermos lá sem problema?”.

Sim, é tranquilo ficarmos lá“, concluiu.

Meu interesse foi instantâneo, então. Na festa e no interlocutor. Não foi difícil deduzir a qualidade do evento e do público após conferir as páginas citadas acima. Uma festa que ocorria periodicamente, em um local relativamente afastado da cidade só poderia ser bem frequentada. E logo em João Pessoa, onde a discrição e o sigilo dos encontros e das relações internos à comunidade mix permanecem valores fundamentais e são preservados com afinco.

Saltemos em torno de dois dias. Sábado à noite. Entrada do Hotel Ouro Branco Praia ou, simplesmente, Ouro Branco, tradicional estabelecimento pessoense.  Marcello e eu esperávamos nossa carona, que havia se atrasado. Devido à demora, nosso humor não estava dos melhores. Passava da meia-noite e meia. Nenhum movimento nas ruas. Como que repentinamente, passa um carro dirigido por um rapaz atraente. Brinquei:

“Deve estar indo para a Secret Party, Marcello”.

É. Se for mesmo, melhor para você que está solteiro“, disse-me sorridente.

jampa3Tão subitamente quanto o anterior, surge outro veículo. Características semelhantes. Depois, mais um. E outro, e mais outro… Todos seguindo uma direção parecida. Alguns apenas com o motorista, outros com passageiros também. Saindo sorrateiramente de diversas casas, apartamentos, hoteis, ruas, como membros de uma sociedade secreta indo a uma reunião às escondidas. Sociedade para a qual Marcello e eu estávamos prestes a entrar.

A carona chegou.

No caminho, observamos o intenso deslocamento de pessoas para o mesmo ambiente. Muitos carros pareciam escoltar-se mutuamente até o Solar das Águas, na Praia do Jacaré, em que ocorreria a celebração. Aproximando-nos de lá, vimos estacionarem e estacionados não somente os autos que nos acompanharam. Havia mais, muitos mais. Dezenas. O quadro de todos eles juntos era impressionante. Quantos? Uma noite não seria suficiente para contá-los. Mais impossível ainda seria numerar a quantidade de gente bonita que encontramos já na entrada. Não se tratava meramente de uma festa lotada, e sim de uma festa lotada só das mais belas feições traçadas de João Pessoa. Cada olhar, sorriso, rosto, era convidativo e sedutor. Cada um, de uma forma exclusiva, jogada fora posteriormente à utilização.

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Marcello competentemente conseguira o acesso à Secret Party no dia anterior, tendo telefonado ao próprio promoter e um dos DJs da noite, Elson Jr. Tarefa relativamente fácil, mérito do ZonaMix, que atualmente é conhecido e respeitado em qualquer capital nordestina, no mínimo, e da simpática prestimosidade de Elson Jr. em permitir que cobríssemos a concretização do seu projeto.

jampa4Lá dentro, dois grandes ambientes: o primeiro ao som de muito axé e pagode, onde os pés controlavam o resto do corpo, e o segundo revezando DJs – e músicas – que garantiram a maior parte da diversão da noite. Eram tantos frequentadores que me assustei com uma eventual demora nos atendimentos nos caixas e no bar. Receio em vão. Os ágeis funcionários tornaram o atendimento uma das principais vantagens da festa. E se, após algumas bebidas, viesse a conhecida “hora do aperto”? Poderia ir sem medo ao toalete, quem estava na fila esperava unicamente o seu momento de utilizar suas facilidades. Pegação? Não vi. Drogas? Nem pensar. “Um público seleto e consciente”, refleti. Nosso querido diretor-geral do ZonaMix, João Paulo, certamente teria adorado.

Marcello foi até a cabine dos DJs e conversou com Elson Jr. pessoalmente. Bastante sorridente, muito provavelmente comemorando o sucesso absoluto da Secret Party, presenciado desde o início dela, ele gentilmente agradeceu a presença do ZonaMix, reiterou conhecer o portal e fez questão de posar para nossas viajantes lentes. Cerca de uma hora e meia depois, qual jampa5não foi a minha surpresa ao, no bar, rever o mesmo Elson Jr., promoter, DJ, profissional de mídia e idealizador de um dos mais esperados, bem sucedidos e inesquecíveis eventos à comunidade mix de João Pessoa, atendendo os clientes juntamente aos demais trabalhadores da festa e perguntando a cada um se estava sendo bem tratado. Uma encantadora lição de humildade e consideração pelo público.

Dessa forma, a Secret Party enveredou noite adentro. Ah, choveu durante todo o tempo. Porém, o fenômeno pareceu tão insignificante perante aquela experiência fascinante que nem nós, nem ninguém, de fato nos sentimos atrapalhados por ela.

Evitamos tirar fotos de freqüentadores específicos, tampouco fizemos vídeos, desvirtuando um pouco a praxe das coberturas. Assim agimos porque, caso contrário, teríamos derrubado o pilar central desse segredo, que o faz tão bem guardado e tão precioso: a vontade de descobri-lo.

Quem for a João Pessoa, informe-se acerca da proximidade de uma nova Secret Party. Pode acontecer uma a qualquer momento. E como Marcello e eu aproveitamos enquanto representávamos o site? Esse mistério nem mesmo o ZonaMix poderá desvendar.

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(fotos: Luís Arthur)

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