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2 linhas – Edição 66 (03/02/2010): Estas foram as melhores férias para o mercado mix de Fortaleza. Saiba o porquê.

Postado em (2 linhas) por admin em 03-02-2010

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Empresários, promoters e profissionais comemoram estas como as melhores férias da história do mercado mix cearense. Motivos não faltam: Fortaleza ganhou dois novos estabelecimentos dedicados ao público mix, além de milhares de novos turistas que voltarão e ainda trarão amigos para conhecer a cidade. No 2 linhas 66, tomo a liberdade de listar 8 motivos pelos quais o mercado local tem muito a sorrir.

#Diego Baez, o DJ tipo exportação do Ceará, é um dos principais destaques da festa Warm Up, uma espécie de pré-Beyoncé em Salvador

O bom é que desta vez o poderoso foi identificado como sendo de Fortaleza. É, sim, um orgulho do mercado mix cearense. E da MEET também

Diego se apresenta nesta sexta na MEET, e depois corre para Salvador, onde se apresenta no sábado. A festa acontecerá no Clube Madrre

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#Outro Diego, desta vez o Bran, será destaque nas duas boates Vogues (em Natal e em João Pessoa), neste final de semana: 5 e 6 de fevereiro

Bran é o residente da Ibiza Club, a boate caçulinha do mercado mix local. Toca lá aos sábados, e é uma das grandes promessas pro futuro

#Mas, afinal, o que torna um DJ promessa pro futuro, e não realidade no presente? É uma comparação sacal, não acha?

Diego Bran começou a aparecer em eventos mix há cerca de um ano, ou um pouquinho mais que isso. Esta é sua primeira residência

Ele se destacou, inicialmente, por usar um violino para acompanhar os ritmos de seu set. Uma coisa que arrepia, de verdade

A expressão “promessa para o futuro” traz à realidade a necessidade de aprendizado e de práticas ainda mais completas e presentes

O objetivo (não final, mas inicial) é tornar-se referência no mercado, assim como são os “monstros” Daniel de Paula, Itaquê Figueiredo, Doripan…

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#Por falar em Doripan, o ex-residente da Donna Santa está de passagens compradas para a Europa. “Meu retiro começa em 26 de fevereiro”

Ele se refere às viagens que fará neste primeiro semestre. Dia 26/02 ele parte para SP, onde ficará até 05/03, quando embarca para o México

Depois de um mês, no comecinho de abril, ele volta a Teresina “para ficar com meu filho”. Em 6 de maio, Doripan embarca para a Europa

Lá, no Velho Mundo, Doripan vai se estabelecer. “Vou morar em Amsterdam”. Seguirá como DJ e radialista. Toda a sorte, mega DJ!

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#Ciro Santos e Renê Duarte, humoristas, estiveram na Donna Santa para conferir a apresentação de Eliane, no último sábado

Os intérpretes de Virgínia Del Fuego e Marilac, respectivamente, eram só alegria, simpatia e animação. E dá-lhe retribuição de carinho

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#A boate Music Box promove nesta semana, dentro do projeto Caldeirão Mix, a festa Cores, em alusão ao projeto beneficente

A cada comanda paga, será doado o valor de R$ 1 ao projeto. DJ Thiago Costta, também promoter, comanda o pista

O Cores é um projeto saído da boa vontade de Moa Monteiro, irmã da promoter Monah, e mais alguns amigos. Teve grande repercussão

Na internet, via blogs e redes sociais, o Cores é sucesso de crítica. Aquela história de “projeto lindo, parabéns”. Ajudar, contudo, é fundamental

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Sinal de respeito e desapego ao ego: Celso, proprietário da Divine, recebia clientes e amigos na entrada da boate. Com sorriso no rosto

Sempre contido, seja em comportamento ou em palavras, Celso passa a ideia de que é tímido. Não é. Minutos antes das 2h…

…horário em que as apresentações começam, ele brincava: “vocês não podem perder o meu show”. Pura brincadeira que não aconteceu

A propósito, Celso já se montou. Poucas vezes, é verdade. Seu nome de “montada” é Pérola. Algum sobrenome? Pérola Hall

Nesta década de 10, suas apresentações foram, assim como o material orgânico, bem raras. Na Divine, há anos não se apresenta

Segundo Satyne Haddukan, top drag e uma das apresentadoras mais queridas, Pérola fazia shows na década de 90, nas boates da época

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#Da série vergonha alheia: já imaginou abrir o site que acaba de ir ao ar e se deparar com um erro dos mais grosseiros? Pois é, houve

O erro acima permaneceu no ar de sexta até segunda-feira. A boa notícia é que a grosseria já foi corrigida. Boa!

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#Renata Dib é atração neste sábado, na boate moderninha de Fortaleza, a MEET. E chega descrita como “rainha da cena eletrônica”

Afinal por que Dib é rainha? É justo colocá-la ao lado dos “reis” Daniel de Paula, Itaquê Figueiredo e Sílvio de Paula? Injusto é que não é

Renata Dib é DJ há cerca de 4 anos, ou algo próximo disso. Seu diferencial é o marketing social bastante agressivo

Ela sabe se comunicar perfeitamente com classe A (olha a rotulação aí!). É boa DJ? Ótima. Tem bom gosto musical? Maravilhoso

Como todo bom profissional, ela procura se adaptar ao evento. Seu forte é um house mais fino, mais clássico. Mais classudo, diga-se

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As férias se foram. Afinal, quais os 8 motivos para celebrarmos estas como as melhores férias da história mix de Fortaleza?

1. Mais estabelecimentos. Abrimos as férias com 8 ambientes dedicados especialmente ao público mix: Divine, Donna Santa, MEET, Music Box, Opera, Toca do Javali, Cabumba e Joca. Fechamos com dez: mais Ibiza Club e Signus. Fora os eventos itinerantes…

2. O público, a princípio, não se dividiu. Seria sensato imaginar uma divisão do público. Certo é que é cedo para prever. Durante as férias, todos os ambientes bombaram. Agora, depois do carnaval, é que vamos observar o comportamento do público.

3. Turistas, turistas e turistas. Os visitantes de fora foram, com certeza, o público alvo de praticamente todas as boates locais. MEET e Ibiza Club, por exemplo, deram entrada de graça para quem apresentasse RG de outro estado. Os números ainda não foram fechados, mas a Secretaria de Turismo já prevê recorde de turistas no Ceará.

4. Os blocos de pré-carnaval deram força ao mercado. Há cerca de um mês, durante as tardes de sábado, milhares de fortalezenses (e turistas, claro) se reuniram em vários bairros de Fortaleza para conferir a animação dos blocos de pré-carnaval. Os mais pedidos são os da região da Praia de Iracema. O resultado disso: o público “esticou” a festança e saiu para as demais boates da região. O mercado aqueceu e lucrou – muito – com isso.

5. Preocupação com atendimento. É verdade ressaltar que a Ibiza Club levou esta preocupação ao limite, mas é inegável que o atendimento de todos os estabelecimentos citados no tópico 1 melhorou. Fundamentalmente porque o turista é cliente exigente e geralmente vem de mercados maiores, mais aquecidos e com demanda maior. As exigências estão cada vez maiores…

6. Novos preços. A MEET, por exemplo, está quase fixando o valor de R$ 25 de entrada aos sábados. A Donna Santa já consolidou o valor de R$ 20. A Divine é a única que mantém os preços em um dígito apenas, em qualquer dia da semana. É sinal de que o fortalezense está, sim, disposto a pagar mais. Desde que, obviamente, seja mais bem atendido, tenha melhores atrações, ambiente mais bacanas…

7. Grandes atrações. Em um curto espaço de tempo, recebemos Dimmy Kieer (que hoje brilha no principal reality show do país), Preta Gil, Furacão do Forró, Filipe Guerra, Lorena Simpson e Alexxa. Estes nomes, ícones de seus mercados, estão no auge da carreira. E Fortaleza está caminhando para ser destino de grandes artistas.

8. Eventos em dias diferentes. Até poucos meses atrás, quase 100% dos investimentos no mercado mix local eram destinados a eventos, preferencialmente, aos sábados, sextas e, em menor escala, domingo. Pouca coisa mudou. Acontece que a quarta-feira, e especialmente a quinta, passaram a receber investimentos. Ainda são bem incipientes, é verdade, mas isso dá uma boa ideia do que deve vir no futuro. É bom lembrar, lógico, que os públicos de quarta e quinta são bem diferentes dos de sexta e, principalmente, dos de sábado. Portanto, não espere boates grandes lotadas.

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Ações contra tráfico e consumo de drogas. As medidas são tímidas, mas podem ser comemoradas. As principais boates de Fortaleza estão, enfim, engajadas no controle do tráfico e consumo de drogas nas festas da capital. Medidas como deixar um segurança em cada banheiro, avisos de proibição nas paredes e até extração de portas nos banheiros são válidas, e muito bem vindas. O segredo é este: pelo menos dificulte, quando não puder impedir, que traficantes e cidadãos ponham em risco a própria vida, e principalmente a de outros, em festas mix de Fortaleza. E vamos seguindo…

Vandalismo. O problema não é local, é social (nacional, ou até internacional, diga-se). No último sábado, um folião se dirigia para o seu carro, estacionado na frente de uma tradicional boate na Praia de Iracema, quando se deparou com um grotesco ato de vandalismo: haviam quebrado o vidro lateral do carro. Nada foi roubado, felizmente. Mas, infelizmente, o ato mostra um desprezível comportamento de vagabundos travestidos de seres humanos.

PERSONAGEM DA SEMANA: Dorivan (DJ)

Postado em (Personagem da Semana) por admin em 30-10-2008

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Não, não foi erro de digitação. O título está escrito corretamente: Dorivan. “Espera, mas ele não é o DJ da Donna Santa?”. Sim, é. “Então é Doripan”. Não. É Dorivan. Quem explica é o próprio: “Meu nome é Dorivan. O Doripan veio do período em que trabalhei na rádio Jovem Pan, em Teresina. Lá, todos os funcionários tinham um nome ligado à rádio. Aí me colocaram como DoriPAN“. E você gostou? “Nada contra, mas foi pegando, pegando… hoje a maioria das pessoas me chama de Doripan”.

O jovem Dorivan, 27 anos, já tem 11 deles como disk-jockey. Piauiense, de Teresina, mora em Fortaleza desde a inauguração da Donna Santa (27 de outubro de 2006). “Cheguei no dia da inauguração da boate. Foi uma loucura”, diz. Embora aparentemente calado, Dorivan é um tagarela quando perto de conhecidos. Brincalhão, ele faz o estilo hetero-gente-boa-que-adora-close-de-viado. “Ai, bicha, batchi!“, brinca. Hetero convicto (garante que NUNCA ficou com homem, “nem tenho problema com isso”), Doripan pode comemorar mais um “p” em seu nome: vai ser papai.

O filhinho veio num bom momento? “Estou numa ótima fase, profissionalmente falando, da minha vida. Tenho a residência da Donna Santa aos sábados, e durante a semana sou o sonoplasta da rádio Liderança”, uma das de maior audiência na capital cearense. Dorivan recebeu a equipe do ZONAMIX na noite da última terça-feira, nos estúdios da rádio. Lá, posou ao lado de Paloma Silveira, uma das locutoras mais badaladas (e simpaticíssima) da Rede Liderança. “Aqui na rádio eu trabalho fazendo a montagem dos comerciais e da programação geral da rede”. Dorivan tem uma rotina estafante. “Entro às 8h da manhã e saio às 18h”. Algo a reclamar? “Nada. Eu amo o que faço!”.

Embora residente em Fortaleza há dois anos, sua namorada ainda mora em Teresina. E como faziam pra se ver? “Ela sempre vem pra cá. Sempre que posso, pego o primeiro vôo pra Teresina, pra ver minha família e minha namorada, claro”. E completa: “É mais fácil. Só trabalho na Donna Santa uma vez por semana, e não posso faltar a essa obrigação”. Profissional ao extremo, Dorivan considera-se um bom DJ.

Qual a importância de um DJ no sucesso de uma boate? “Olha, pode parecer exagero, mas o DJ é 100% responsável pelo sucesso de uma festa. Em São Luiz (MA) temos uma boate que já tem 35 anos de funcionamento. É a mais antiga boate gls em funcionamento do país. Estrutura, quase não há. Nem banheiro a boate tem. Mas o DJ de lá é super conceituado e a casa é sucesso por causa do som”.

Mesmo sabendo da importância do disk-jockey num evento, Dorivan assume a responsabilidade pelo sucesso da Donna Santa. “No começo, tive muito problema com o (DJ) Daniel de Paula. A casa (Donna Santa) tem uma faixa de 15 hits que devem ser tocados. Antes, o Daniel entrava, tocava às vezes as 15 músicas e os outros que se virassem”, critica. E hoje? “Hoje já está bem melhor porque conversamos. Mas vez ou outra ele ainda faz isso”, continua. Sobre o seu contato com os demais funcionários da boate, Doripan é enfático. “O Leco (Lima, promoter) chega, diz ´querido!´e vai embora”. Isso é bom? Eu adoro, porque demonstra a confiança que ele tem no meu trabalho.

Você prefere cliente que dê sugestões? “Não, de jeito algum”. Prefere os que chegam, dizem “querido!” e vão embora? “Sim. Detesto trabalhar sobre pressão. Sou muito esquentado quanto a isso”. Já aconteceu algo desagradável assim? “Já. Uma vez, fui convidado a tocar numa boate em Teresina. Era a boate top das tops, só gente da alta. Mas o dono de lá era terrível. Chegou pra mim e disse que os Djs que tocavam lá eram apenas operadores de áudio. Ele (o dono) era quem dizia o que devia ser tocado”. E aí? “Aí que tirei o fone, joguei na mesa de som e fui embora”. Nossa. “No outro dia, ele me ligou esculhambando, dizendo que eu tinha estragado a festa dele”. Sentiu algum remorso? “Sei que fui anti-profissional, mas não há nada pior do que ter alguém do seu lado dizendo o que você tem de fazer. Concorda?”. É…

Doripan, muito antes da Donna Santa, já havia morado em Fortaleza. Isso em 2005, quando foi Dj residente do ultra[lounge] Fortaleza, a boate moderninha de Leandro Becker. “Passei pouco tempo e voltei a Teresina, onde fui residente da Metalurgica”. A Metalurgica foi a principal boate gls do Piauí por um bom tempo. Era dos mesmos donos da Donna Santa. “Tivemos de fechar a boate por causa da lei do toque de recolher”. Na capital piauiense, nenhum festa (particular ou não) pode exceder o horário de 2h da manhã sem autorização da Secretaria de Segurança Pública do Estado. “Isso acabou por fechar todas as boates da cidade”.

E já se adaptou a Fortaleza? “Totalmente, garante”. O filhinho vai nascer aqui? “Não sei ainda. A Fabiana, minha namorada, quer que eu vá embora. Mas não quero. Aqui já tenho estabilidade nos empregos e tenho mais condição de criar meu filho”. E a emoção de ser pai? “Nossa, cara, passei uma semana bobo, não sabia nem o que falar. Sempre me programei de ser pai entre os 27 e os 30 anos. Entrei logo no começo da faixa”, ri. E garante já querer aumentar a prole: “Já quero outro filho. Talvez antes dos 30″. Nossa. “Quero dois filhos com idades bem próximas, sabe?”.

Heterossexual convicto e trabalhando com o público gls há 11 anos, Dorivan revela seu lado machista quando perguntamos: Gostaria que seu filho fosse gay? “Não”. E se fosse? “Ai… (pausa). Aí não sei”. É mais enfático quando diz: “Uma coisa que não vou deixar meu filho fazer é ir a boate gls. Não mesmo”. Ué, por que Doripan? “As influências são muito negativas. Não acredito que ninguém nasça gay. As pessoas adquirem esse hábito. Se ficam uma vez e acham bom, se tornam gays”. É por temer isso que nunca ficou com homens? “Não. Nunca fiquei com homem porque nunca tive vontade”. Tá, é a opinião dele…

E o bebê já tem nome? “Não, calma. A Fabiana ainda está no segundo mês. Mas quero um nome estrangeiro. Acho bonito nome bem diferente, sabe?”. Sei. E seus pais, preparadíssimos pra ser avós? “Meu pai já faleceu, mas minha mãe pegou no meu pé. Queria que eu casasse, mas não vou casar”. O que tem contra casamento? “Acho casamento uma coisa muito séria. Posso até casar com ela, mas daqui a uns 5 anos, no mínimo”. Quanto tempo de namoro vocês têm? “Três”. Acha um bom tempo? “Acho que o filho demorou a vir. Só nos prevenimos uma vez durante todos esses três anos, acredita? Ela não faz essa coisa de tabelinha, não toma anticoncepcional, não tem DIU, essas coisas…”.

Por tocar em ambiente gls, Dorivan diz que já passou por constrangimentos. “Na primeira vez que assumi a residência, a boate era gls. Falei pra minha mãe e ela me pediu pra ter cuidado”. Como assim? “Não sei, ela não falou. E é porque minha mãe é farrista. Ela sempre ia às baladas gls no Rio de Janeiro. Ia sempre à Le Boy, que há 11 anos já bombava”. Dorivan já morou na capital fluminense há algum tempo, “logo depois que meus pais se separaram”. Dorivan mostrou-se triste por não presenciar o casamento de sua mãe, na semana passada. “Não pude ir, mas liguei”.

Sobre o assunto família, Dorivan é bem conservador. “A coisa mais importante na vida de um ser humano é a família. É a base de tudo”, completa. Sobre sua família, ele confessa que tem sérios problemas para lidar com sua irmã. “Minha mãe pagou pela boca dela. Minha irmã é lésbica”. E o problema? “Acontece que, com a morte do meu pai, ela quis tornar-se o ´homem´ da casa, papel que competia a mim”. Mais tarde, Dorivan nos contou que já se envolveu emocionalmente com uma lésbica. “Peguei abuso de ´sapato´. Estava ficando com uma menina, quando vejo ela se beijando com outra mulher na minha frente. Fiquei com ódio nesse dia”. Ué, e você esperava o quê? “Sei lá. Sempre há essa esperança de que ela se torne heterossexual”.

Durante boa parte de nossa conversa, contamos com a presença de JP Gonzalles, que por muito tempo foi residente da KISS DISCO CLUB. Caladinho, JP ria das brincadeiras de Dorivan e participou também de nossa matéria, que ultrapassou duas horas de duração.

Num longo momento de descontração, Doripan nos confessou cenas (muitas, impublicáveis) em seu trabalho na noite. “Já vi cada coisa que até você duvida”. Conta uma, vai! “Certa vez, num domingão na Donna Santa, cheguei de shortinho curto e camiseta. Daí veio um fotógrafo de site (ele garante que NÃO foi do ZONAMIX) e me elogia. Momentos depois, vem o mesmo fotógrafo e diz: ´ai, Doripan, eu não aguentei te ver assim e fui lá no banheiro´. Fiquei surpreso e só acreditei porque ele passou a mão no meu nariz”. Tava com cheiro de quê? “De água sanitária”. Risos. Muitos risos.

Mas qual o problema, Doripan? Atração sexual é algo natural de acontecer. Daí JP Gonzalles nos interrompe: “E se alguma mulher chegasse e dissesse que se masturbou pensando em vocês?”. Sim. “O que vocês fariam?”. Bem, estávamos num momento agradável da entrevista, não…?

Numa outra história (impublicável, mas mesmo assim eu publico!), Doripan já presenciou uma cena de sexo oral – feito por uma mulher – num DJ com quem estava dividindo a cabine. “Estava perto do cara quando sinto uma coisa batendo nas minhas penas. Quando olho pra baixo, não acreditei! Era uma mulher. E tava mandando ver ali mesmo”. Mais risos. Nossa como os heteros são baixos! “Baixos? Já vi cada cena de gays na Donna Santa, viu?”. Conta, vai. “Uma vez, já tinha terminado de tocar e tava arrumando minhas coisas. Quando olho pro dance, um viado se encosta na cabine, abaixa as calças e o outro vem por trás…”. Tá. Entendemos! Fetichista, hein?!

Bastante brincalhão, Dorivan mostra o seu lado empresário. “Se eu tivesse uma boate, colocaria dark-room”. E explica: “Aliás, a idéia de dark-room chegou ao Brasil pelo André Almada (proprietário da The Week), ainda na década de 80. De lá para cá, foi um sucesso”, informa. E quem comandaria o som na sua boate? “Tenho vários amigos Djs. São contatos Brasil afora. Para você ter idéia, eu sempre venerei o trabalho do Peter Rauhofer. Hoje, tenho ele no MSN e nos falamos quase que diariamente”. Dorivan também garante ter um ótimo contato com Offer Nissin. “Sempre que eles vêm ao Brasil, faço o possível para estrar presente na apresentação deles.

O Doripan que conhecemos é o Dorivan família, hetero e brincalhão. É o DJ competente, que já levou muitas cantadas de homem nas festas. “Sabe o que faço para me ´proteger´ quando noto que algum homem está me olhando com segundas intenções? Começo a dar pinta, a desmunhecar. Quando eles vêem meu lado viado, saem de cena”. E garante que funciona. “Gay gosta de homem durinho. Quando alguém começa a se requebrar, logo eles saem”. Espertinho. “Pois é…”. Adorei a história do babadinho na cabine, oh. Adorei mesmo! (risos).