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2 linhas – Edição 80 (17/06/2010): Ingresso clonado, bebida em triplo… concorrência ou estratégia suicida?
Postado em (2 linhas, Destaque) por admin em 17-06-2010
Tags: donna santa, Ibiza Club, leco lima, Meet Music & Lounge, monah monteiro, Paula Roberta, Roger Albuquerque, Thiago Costta
A octogésima edição do 2 linhas veio com um dia de atraso, mas bem recheada de informações bacanas. Como sempre. Agora, você vai ler sobre a vinda do DJ Rodolfo Bravat a Fortaleza, a festa de aniversário de Leco Lima, as atrações dos trios da Meet e da Donna Santa na Parada Gay de Fortaleza, que acontece no próximo domingo, 27 de junho de 2010. E, para concluir, que tal pensarmos um pouco mais sobre as estratégias das boates locais? Daqui a pouco elas oferecerão dinheiro pela presença. Isso é saudável a médio e longo prazos? Vamos pensar…
#Um dos grandes nomes da cena eletrônica brasileira, DJ Rodolfo Bravat é esperado nesta sexta-feira em Fortaleza. E nós o entrevistamos
Em uma conversa um tanto informal (leia) com Delano Queiroz, Rodolfo, que tem mais de 10 anos de carreira, revelou uma curiosidade…
O sobrenome artístico vem da palavra em latim “bravat”, que quer dizer, como todos imaginam, bravo, guerreiro, determinado. Forte, não?
Bravat, o artista, toca na festa THE FAMOUS PARTY, dos grandes Roger Vasconcelos e Thiago Costta. Para mais informações: Agenda Mix
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#No mesmo dia, a poucos metros dali, Leco Lima estará recebendo amigos, convidados e foliões na comemoração de seu aniversário
Garantia de casa cheia, comemoração de aniversário de promoter é sempre um evento à parte, muitas vezes imperdível
Ainda mais se tratando de Leco Lima, o mestre. Carinhoso como sempre, ele saiu enviando mensagens via Orkut com o devido convite
Começa com o seu jargão: “Oi, meu querido!”. “Quero convidar você e quem você quiser levar para tomar um drink comigo”, completa
A festa, é claro, é também aberta ao público e Leco receberá os convidados no camarote do Clube 20, no terceiro andar da boate
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#O GRAB, entidade que organiza a Parada Gay de Fortaleza, terceiro evento do gênero no Brasil, aos poucos tem publicado informações…
…sobre a festa (não mais manifestação) deste ano. Uma curiosidade: a quantidade de trios será limitada. Em 2010, serão até oito. E ponto
Essa lista de trios sempre foi um problema para o GRAB. Em anos anteriores, na véspera anunciavam-se doze, no dia mal saíam sete
Aos fatos. É bem verdade que o GRAB é o responsável pelo evento, mas não tem domínio total sobre os trios além dos oficiais
#Fortaleza, ao contrário de SP, não cobra taxa-trio. Lá, além do aluguel do trio, a empresa tem de pagar uma taxa à organização do evento
Fala-se em até R$ 10 mil de cachê à APOGLBT-SP, a entidade que organiza a maior Parada Gay do mundo. O GRAB, contudo, nada cobra
Além dos trios oficiais do GRAB, a Parada de Fortaleza deve contar com dois destaques: trios da Donna Santa e da Meet
O investimento de ambas as empresas é grande. O aluguel de um trio elétrico sai em torno de R$ 12 mil, fora decoração, iluminação…
Em geral, Donna Santa e Meet investem cerca de R$ 15 mil, algumas vezes até R$ 20 mil, no evento. Mas é um bom investimento
#Ainda sobre a limitação da quantidade, o GRAB afirma que o objetivo é fazer com que haja mais harmonia e se evite o “buraco” entre eles
Historicamente, à frente dos trios sempre sai um grupo de manifestantes segurando faixas e gritando palavras de ordem. É bacana
O ZONAMIX entrou em contato com as boates Donna Santa e Meet, que já oficializaram e confirmaram os trios neste ano. Aos fatos
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#Quanto à Meet, via Paula Roberta, a boate moderninha vai “desfilar” com um dos principais trios de Fortaleza, usado por uma grande loja
Em relação a atrações, o público que acompanhar o trio da Meet vai conferir as apresentações da dupla Altar (VMC e Macau)…
…além do DJ Bruno Pacheco (RJ) e, garante Paula, a presença super especial de um “ator global”. Diz mais: “o ator está no ar”.
Poucos minutos antes do fechamento desta edição nós entramos em contato com Monah. Já pode divulgar o nome do ator?
“Não”. E completa: “Ainda não fechamos”. A promoter diz ter outros planos para o trio, mas pode confirmar a presença de Altar
#Uma curiosidade: o “ator global” certamente podia ser uma sugestão de Aline Carvalho, que adora trabalhar com artistas e “famosos”
Mas Monah Monteiro jura que não. “O ator estará em Fortaleza e pensamos em convidá-lo. Mas não está nada certo ainda”. Próximo.
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#Tentamos contato com Carol Feitosa, mas seu telefone estava desligado. Sobre o trio da Donna Santa, falou Leco Lima. Aos fatos
Rafaella Manville comandará o trio da Donna Santa neste ano. A artista (que agora também é apresentadora da TV Diário)…
…dividirá espaço com os residentes da DS (Kacilla, Lobinha e Felipe Marques), e mais: DJs Augusto Rossi(SP) e Anderson Bressane(SP)
Ao final da Parada, a Donna Santa, como sempre, abre as portas ao público com shows de Dimmy Kieer e Lena Oxa. Babado!
#A propósito, o GRAB confirmou horas atrás (leia) que Dimmy Kieer será atração do trio oficial da Parada. O primeiro a sair, portanto
A vinda de Dimmy foi uma sugestão de Leco Lima, assunto já comentado edições passadas, aqui mesmo no 2 linhas
A artista será atração também na Parada Gay do Crato, no sul do Ceará. O evento acontece na quarta-feira seguinte, 30 de junho
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#Quem acompanha o ZONAMIX, há algum tempo vem reparando nos banners que as programações das boates cada vez mais…
…focam a promoção de bebidas. Praticamente todas elas, à exceção da Divine, têm feito promoção no cardápio. E constantemente
As estratégias podem ser lidas em uma palavra: concorrência. Até aí, nada de genial imaginar isso. Vem a pergunta: a estratégia é eficaz?
Em curto prazo, seguramente sim. E muito. Promoção de bebidas sempre atrai o público que já frequenta e, melhor ainda, leva público “novo”
#A Donna Santa, pode-se dizer, foi a precursora da promoção que hoje é repetida (não copiada) por praticamente todas as concorrentes
É a famigerada promoção “cardápio clonado”. Ou seja: na compra de um produto qualquer, o cliente leva outro de graça. Geral vai à loucura!
Em maio, Roger Vasconcelos e Thiago Costta foram além: fizeram uma festa open-bar. Sucesso arrasador – garantem que já planejam outra
Em junho, no projeto Nice To Meet You, às sextas, a Meet resolveu não dar em dobro, mas de três. Na compra de uma cerveja, levam-se três
A Ibiza Club, que parece que tem uma obsessão com a Meet, repetiu a cerveja em triplo e foi além: caipirinha clonada. Em dobro
Na Ibiza, o esquema é chamado de projeto hexa: 3×2=6. Tabuada: 3 cervejas x 2 caipirinhas = 6. Seis o quê? Sabe-se lá
O negócio é o seguinte: quem compra uma cerveja leva mais duas de graça. Quem prefere a caipirinha, ganha outra também na faixa
Os dois projetos (Ibiza e Meet) fazem parte das programações das boates às sextas-feiras, pelo menos até o final de junho
#A Donna Santa também não cai de paraquedas. Tem promoção clonada até no ingresso, todos os dias de funcionamento. Sim, todos

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#Já familiarizado com os projetos, vamos pensar um pouquinho comigo. A pergunta é: a estratégia é eficaz a médio e longo prazos?
Em curto prazo é fato que a frequência aumenta. Mas o acréscimo de público não é tão arrasador assim. Aumenta, mas não convence
Não convence porque vem do bar a principal forma de lucro de uma boate, uma festa em geral. Aí você diz: e a bilheteria?
A Donna Santa consegue administrar a bilheteria com bastante eficácia. É claro que há lista, mas elas são limitadas
Os promoters da Donna Santa têm uma quantidade de nomes com limite. Quando o número é excedido, adivinhe, eles pagam. Sim, justo
#A Meet também tenta controlar a bilheteria, mas geralmente é mais aberta quanto a nomes na lista. Há uma explicação
Mesmo os que são chamados de VIPs na Meet são obrigados a pagar uma taxa de consumação mínima. Em geral, em torno de R$ 25
Com a Ibiza Club acontece o mesmo, mas a taxa de consumação mínima é de módicos R$ 10. A DS, por sua vez, não cobra, por isso limita
#Estariam as boates sendo responsáveis (internamente, claro) com tantas estratégias do tipo? É bom pensar em alguns casos
Não é difícil imaginar: “venha beber com a gente. A festa é open-bar. Nós pagamos para você não ir para a concorrente”. Brincadeirinha…
Monah Monteiro tem uma saída técnica: “É como ensinam na administração: lei da oferta e da procura”. Muitas opções, preços lá embaixo
#É bom deixar claro que concorrência, mais do que boa, é imprescindível. Deve-se atentar para outra questão: o planejamento interno
A maioria das boates compra cerveja direto do fabricante (claro, as que têm nome limpo no mercado. Ou seja, as que pagam direitinho)
Direto do fabricante, uma long-neck sai em torno de R$ 1,00. Ou um pouquinho mais. A boate revende a R$ 3,50, R$ 4,00
Daí você imagina: quando elas triplicam o cardápio, ainda lucram. Sim, com certeza. E a lucratividade é alta, com certeza
Um energético sai em torno de 2, 3 reais. Numa boate, nós pagamos até cinco vezes mais. Some-se a isso uma grande quantidade…
#Fiquemos no exemplo da Ibiza Club. A boate dá nome na lista para quem incluir o panfleto no álbum no Orkut
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Criemos aqui um personagem: Baladeiro VIP. Duas das palavras mais associadas a quem curte baladas na faixa em Fortaleza
Baladeiro tem um perfil no Orkut, colocou o flyer da Ibiza no álbum e ainda postou mensagens dizendo: “Ibiza, aqui vou eu”. Oh, yes!
Conforme combinado, ele ganhou nome na lista. Numa sexta-feira qualquer, Baladeiro pega um ônibus. Paga R$ 1,80 pela passagem
Chegando lá, o VIP é super bem recebido pela calorosa equipe da Ibiza, onde encontra seus amigos e todos entram felizes e saltitantes
Baladeiro VIP, então, pega a sua comanda, vai ao bar e pede uma cerveja. Eis que recebe três. Nada egoísta, dá uma a um amigo e fica com duas
Toma rapidinho a primeira, para esquentar, e vai dançar ao som do set babadeira do DJ Will Schatz. Uhu! Ainda rola uma paquerinha
Pouco depois, ele sente sede. Dirige-se novamente ao bar e pede outra cerveja. O paquerinha vai atrás, fica do lado e dá um sorriso
Baladeiro VIP, que não é bobo nem nada, sorri e oferece uma cerveja ao paquera. Aceita. Rola o olhar. Olha o clima esquentando!
Sai o primeiro beijo com gosto de cerveja. Baladeiro termina a garrafa e sai de lá de mãos dadas com o paquera, cada um com uma long-neck
As horas passam, eles se beijam, rola uma conversinha, sorrisos vão, rola um elogio “seu sorriso é lindo, sabia?”. E dá-lhe intimidade…
Mais horas se passam. A sede bate e VIP, novamente, vai ao bar. Desta vez ele pede caipirinha. Ganha outra. O garoto já está bebinho, né?
Tá. Baladeiro VIP, que tanto se divertiu naquela noite maravilhosa, olha para o relógio: “Ahn?! Que que é isso? Já são 5h?”. É hora de dar tchau!
Ele, então, se dirige ao caixa, entrega a comanda. E começa a suar: “Ai, meu Deus, a conta vai dar bem caro”. Música de suspense, por favor
A funcionária devolve a comanda, Baladeiro VIP limpa a vista, contém o sono e a embriaguez e vai ler item por item e dá um sorriso
Total a pagar: R$ 12,00. Sim, doze reais. Baladeiro pediu 2 cervejas (R$ 4) e uma caipirinha (também R$ 4). Ao todo, tomou 4 cervejas…
…e, ao final, ainda tomou duas caipirinhas. Ele saca duas cédulas da carteira: uma de 10 e outra de 5 reais. Ainda recebe o troco: 3 reais
Ele não pagou entrada porque tinha nome na lista e bebeu muito com custo irrisório. Eis o milagre da fé, eis a multiplicação do vinho
Lá fora, o sol já está gritante. Nosso personagem virtual anda poucos metros, toma outro ônibus para ir embora e paga R$ 1,80 novamente
#Baladeiro VIP é apenas um personagem que pode, perfeitamente, ilustrar o quanto está barato se divertir em Fortaleza
Barato para o público, é claro. Ao todo, ele gastou R$ 15,60. Sim. Quinze reais e sessenta centavos. Tomou 4 cervejas e bebeu 2 caipirinhas
A balada saiu em conta para ele. Assim como Baladeiro VIP, centenas de fortalezenses têm a mesma opção – outras boates, gastando o mesmo
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#Para as boates (não só a Ibiza), será que realmente compensa? Repito: a médio e longo prazos. Talvez não. Vamos reparar em números
As boates têm custo elevado. Só para funcionar, muitas delas têm um custo inicial acima de 5 mil reais por dia. Isso mesmo
Além do aluguel do espaço, elas pagam funcionários – em geral, de carteira assinada e com todos os direitos. Sem falar nos seguranças
Some-se a isso o cachê de DJs residentes e de profissionais contratados. A conta aumenta. Vem também o custo dos bar, serviços…
Enfim, quem trabalha com entretenimento tem de ter em mente uma regra básica: é preciso faturar mais do que gastar
A regra não é somente da administração, mas da vida. Quando nós gastamos mais do que ganhamos, o que acontece? Ficamos com dívidas
Incontrolável, a dívida “suja” o nome. Com nome sujo, tudo fica mais difícil. Mas, e quando a dívida está apenas começando?
Acontece que os investimentos têm ordem de prioridade invertida. Se eu ganho R$ 1.000/mês e gastei R$ 1.200 em junho…
…em julho eu terei, responsavelmente, de cortar despesas. Vou substituir os jantares com o namorado por um lanche, por exemplo
#Em uma boate isso não é tão diferente. Elas trabalham, geralmente, com o capital de giro. É aquele dinheiro que fica guardado
É uma economia forçada, mas eficaz, necessária. Quando um mês é deficitário, o capital de giro vem para cobrir
Cerca de 90% do público da boate gasta em torno de R$ 50,00 por noite. É um dinheiro bom, dependendo dos custos totais
É impossível imaginar lucro em uma comanda de R$ 12,00. Não falo somente da boate em questão, mas de qualquer outra
O Baladeiro VIP, é certo, foi um caso isolado. Há exemplos de clientes que gastam R$ 300, R$ 400. Sozinhos. São os queridinhos
Mas é superimportante lembrar que estratégia de concorrência mexe também com a administração. Pode-se até brincar:
“Daqui a pouco a boate vai pagar para eu ir”. Do jeito que está, não é difícil imaginar isso. É, claro, uma suposição – um tanto que distante
Fortaleza precisa (e muito) de boates lucrativas. Finanças sanadas, saudáveis. Com isso, todos saem ganhando: empresários…
…funcionários, prestadores de serviços e, principalmente, o público. Quando uma boate lucra, ela pensa sempre em melhorar
#Estranho imaginar qual é a estratégia da Donna Santa, por exemplo, que há semanas traz cardápio e até ingresso clonado
Ou seja, um folião pode facilmente se embriagar com menos de R$ 20,00. Isso em qualquer outra cidade, até de menor porte, é impensável
A preocupação tem ferida recente: a farra de cortesias que o mercado viveu apenas cinco anos atrás. Todo cuidado é pouco
Espera-se, com todos os votos de boa sorte, que as boates estejam realmente com os pés no chão. Qualquer erro pode ser fatal
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Eu dou + 11 pra você. Onze linhas. Rapidinho
1. Depois de temporada na Europa, Camilly Leyker volta ao Brasil
2. No Velho Continente, ela aprimorou seus trabalhos como bailarina
3. Agora é oficial: o Louvre abre dia 23 de junho, só para imprensa
4. O bar de Monah e Paula abre dia 24 para convidados. Demorô!
5. Tatiana Hilux, a diva do ZONAMIX, tá de viagem marcada
6. Hilux participará do Concurso Miss Beleza Gay São Paulo
7. Diego Bran, residente da Ibiza, toca na Meet no sábado (19)
8. Opera bar, de Leco e Carol, entra na briga das sextas
9. Paulo Santiago tem trabalhado na divulgação do Bistrô de Paris
10. Duda Haddukan faz show neste sábado (19) na Donna Santa
11. Felipe Marques faz questão de dizer: “Não sou gay“. Então, tá
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SOBE: Dimmy Kieer na Parada Gay de Fortaleza. É uma boa atração? No geral, sim. Os intelectualoides podem afirmar que não e a discussão é esta: nunca todos estarão satisfeitos. Nunca. A questão é que o GRAB, por sugestão do mestre Leco Lima, confirmou agora a pouco a presença de Dimmy Kieer na Parada Gay de Fortaleza. Não deixa de ser uma boa. Entre Diana, Daniel Peixoto e Kátia Freitas, Dimmy – de longe – é a mais popular. Não é difícil imaginar que o trio oficial, o primeiro a desfilar, vai ser o mais disputado. “Beijos remixados”, como diria Dicésar.
DESCE: Jovens gays são a nova preocupação nas políticas anti-Aids. A notícia é mega preocupante. O Ministério da Saúde elegeu a faixa etária de gays entre 12 e 25 anos como o público-alvo da campanha anti-HIV neste ano. Pudera. Pesquisa recente do próprio Ministério da Saúde (leia mais aqui) diz que os “jovens gays se protegem menos do que a média durante o sexo”. Segundo o governo, apenas 29,3% dos homossexuais e HSH (homens que fazem sexo com homens) usam preservativos com parceiros fixos, contra 34,6% da média geral. Zonauta, a mensagem é esta: use camisinha!
O novo DJ do mercado mix lançou, oficialmente, seu primeiro setlist. E, pelas faixas, dá pra esperar coisas boas. Enfim, chega de papo porque você quer mesmo é ouvir músicas. E das boas. Para baixar, 


SOBE: Sexta-feira. O último dia útil da semana, há algum tempo, vem sendo a bola da vez no mercado mix cearense. Sobre isso, já falamos várias vezes por aqui. A promessa para o futuro é que, além de ser a bola da vez, a sexta-feira receba cada vez mais investimentos. Dois anos atrás, a Meet focou, acertadamente, o público deste dia que tradicionalmente ficava em casa e lançou o Nice To Meet You, que a cada mês traz uma festa diferente às sextas. Agora é a vez da Donna Santa. É bem verdade que a maior boate mix do Ceará já tentou, várias vezes, abrir em um dia além do sábado. A diferença é que, com sucessivas lotações às sextas (vide Forró Real e Forró dos Plays, nas duas edições mais recentes), a boate parece estar mais preparada do que nunca. Thalis Guerra, com seus contatos com as bandas, e Marcos Paulo na promoção, podem e devem fazer o diferencial. E viva a sexta-feira!




SOBE: Aline Carvalho. Por qual motivo eu receberia uma ligação às 8:30h da manhã de um domingo? “João, a festa foi incrível. Às três da manhã, havia fila de gente pra entrar. Palavras de Paula Roberta [sócio-proprietária da boate]: ´Nem na inauguração havia tanta gente na Meet´“. Contagiantemente feliz, a alegria de Aline Carvalho vem em boa hora: a promoter estava há quase 4 meses longe de eventos. Voltou de forma tímida, é verdade, mas a grande quantidade de mulheres (seu público-alvo) na boate moderninha prova e comprova: a loira tem talento e é guerreira. Que venham outras!
DESCE: Ibiza Club. Não bastasse perder, na semana passada, um grande elo de credibilidade da boate com o mercado, a Ibiza Club tem – e, principalmente, agora – um grande obstáculo a ser enfrentado: é necessário repor um profissional, e com certa urgência, na assessoria de imprensa da nova boate. É necessário também rever – e corrigir, principalmente – estratégias que bloqueiam a boa imagem perante o mercado. É um grande desafio. Tempo ao tempo (e passa rápido!).
Donna Santa. O assunto da semana é espuma. E nem se trata de uma orgia de lésbicas. A “Festa da Espuma”, que ocorre neste sábado, 6 de março, na Donna Santa, tem atiçado por demais a curiosidade do público. Resultado disso: com tanta curiosidade, muita gente deve frequentar a festa. No Mural Mix Leco Lima, o mestre, garantiu: “a gente vai botar um grande número de ingressos à disposição [do público]“. Esfrega, esfrega, esfrega…
Notas falsas de real. É extremamente desagradável se deparar com uma cédula falsa de real. Mais ainda, quando recebida como troco de uma loja em um shopping. Há milhares delas no mercado; algumas, de tão próximas à real, são extremamente difíceis de ser identificadas. Pelas normas do Banco Central do Brasil, quando houver suspeitas, estas cédulas deverão ser levadas a uma agência bancária ou representação do próprio BC mais próxima. A falsificação é crime, de acordo com o artigo 289 do Código Penal. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação, mesmo que de boa-fé, pode pegar de 6 meses a 2 anos de reclusão. 


Fortaleza tende a ganhar mais bares. Que o cearense é louco por boate, isso não é novidade. Outra reclamação história era a ausência de bares dedicados ao público mix. Em setembro de 2009, foi inaugurado o Opera Pub, mais conhecido como “bar do Leco”. É só dele? Não. Carol Feitosa também administra. Agora, com o anúncio da compra do antigo Vila, que já era dedicado aos gls, mas de forma bem discreta, o mercado passa a absorver o público de poder aquisitivo geralmente mais elevado, além de lésbicas. São estes os dois caminhos de público-alvo de bares mix em Fortaleza. Pelo menos foi até agora.
Só gay sabe que houve, sim, homofobia no BBB10. O Big Brother Brasil parou ontem, literalmente, o país. Foi (e ainda é) assunto de rodinhas de amigos e até de fóruns de discussão pela internet. A questão do momento é: houve ou não houve homofobia por parte do participante Dourado? Na última terça-feira, 23, ele disputou com dois homossexuais assumidos: Angélica e Dicésar, a Dimmy Kieer. O assunto renderia uma postagem inteira, e longa, mas em nossa opinião houve sim. Nós, os gays, aprendemos desde cedo que homofobia não é simplesmente rejeitar fisicamente uma pessoa por sua (homos)sexualidade. A homofobia está nas ações, seguramente, mas também no olhar, nas expressões faciais e corporais. Angélica saiu, Dourado ficou, houve homofobia, o público se dividiu fortemente, mas houve algo SUPER positivo: a união de gays e lésbicas, Brasil e mundo afora. Foram 77 milhões de votos, e outros incontáveis milhões de brasileiros discutindo a homofobia nos bares, nos botecos, nas escolas e nas mesas de jantar.



Vandalismo. O problema não é local, é social (nacional, ou até internacional, diga-se). No último sábado, um folião se dirigia para o seu carro, estacionado na frente de uma tradicional boate na Praia de Iracema, quando se deparou com um grotesco ato de vandalismo: haviam quebrado o vidro lateral do carro. Nada foi roubado, felizmente. Mas, infelizmente, o ato mostra um desprezível comportamento de vagabundos travestidos de seres humanos.