Coluna Entrevistas
24/06/2008
Vereador Carlos Santana fala sobre o banheiro para travestis
por Thiago Marinho e João Paulo Magalhães
Esperávamos encontrar alguém muito sério, bastante sucinto em suas palavras, de paletó, gravata e rodeado de assessores. Mas encontramos uma pessoa simples, altamente solícita, arrumado (estilo bem esportivo) e muito bem assessorado.
Na tarde desta segunda-feira (23/06), tomamos o rumo do Shopping Aldeota (para que lugar mais informal, hein?!) e entrevistamos o vereador Carlos Santana (PV), velho conhecido do público homossexual cearense. O assunto é importantíssimo: o projeto de lei que estabelece a construção de um banheiro exclusivo para travestis e transexuais.
Polêmicas à parte, Carlos Santana não podia ter sido mais simpático conosco. "Cancelei uma audiência com a Prefeita para dar essa entrevista a vocês. Admiro muito a seriedade do trabalho do ZONAMIX", disse o vereador, enchendo-nos de orgulho e aumentando ainda mais a nossa expectativa e a responsabilidade para deixar seu projeto de lei bem explicado ao público.
O projeto, por si só polêmico, causou rebuliço em militantes da causa gay. Poucos dias após a notícia ser postada, com exclusividade, em nosso Blog da Redação (Banheiros para trans - 10/06), começou uma enxurrada de críticas ao projeto por parte de Andréa Rosati, assessora da Diversidade do Governo do Estado. Em uma entrevista ao ZONAMIX, Andréa foi enfática: "Na verdade a dinâmica dos banheiros está correta da forma que já está: homens e gays nos banheiros masculinos; mulheres, lésbicas e trans em banheiros femininos. Estamos abrindo um processo contra essa nova lei".
A polêmica aumentou ainda mais com o depoimento, com exclusividade, de Tina Azevedo, presidente da ATRAC (Associação das Travestis do Ceará), que disse ser contrária à criação deste banheiro especial.
Na entrevista de ontem, Carlinhos (como é carinhosamente chamado na Câmara Municipal), esclareceu algumas dúvidas em relação ao projeto, explicou a sua proposta, que tem o apoio da Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, e comemorou a iminente aprovação do projeto de lei, que deve ser votado ainda nesta semana.
Sobre as críticas, o vereador Carlos Santana as recebeu com atenção e rebateu. "Andréa Rosati tem um banheiro exclusivo na Secretaria de Ação Social do Governo do Estado. O que há é uma briga política. Mas estamos muito bem. Até nos falamos ontem [na Parada Gay de Maracanaú]". Quanto a Tina Azevedo, Carlinhos foi mais incisivo: "A Tina sofreu pressão para criticar o projeto. Ela foi uma das primeiras pessoas a quem consultei antes de lançar o projeto de lei. E contei com a aprovação dela".
Indagado sobre o uso político desse projeto, Carlos Santana enfatizou: "Fui eleito com votos da periferia de Fortaleza, não dos gays. Meu eleitorado é o da região do Pirambu, onde vivo até hoje fazendo meus trabalhos de ação social. Poderia parecer demagogia, mas não quero votos com esta lei. Sou gay e tenho amigos gays - travestis e transexuais, inclusive - e só quero fazer valer os direitos dessa minoria".
Esperávamos encontrar alguém muito sério, bastante sucinto em suas palavras, de paletó, gravata e rodeado de assessores. Mas encontramos uma pessoa simples, altamente solícita, arrumado (estilo bem esportivo) e muito bem assessorado.
Na tarde desta segunda-feira (23/06), tomamos o rumo do Shopping Aldeota (para que lugar mais informal, hein?!) e entrevistamos o vereador Carlos Santana (PV), velho conhecido do público homossexual cearense. O assunto é importantíssimo: o projeto de lei que estabelece a construção de um banheiro exclusivo para travestis e transexuais.
| www.ZONAMIX.com.br |
![]() |
| Vereador Carlos Santana (à direita), posa ao lado de seus assessores. |
O projeto, por si só polêmico, causou rebuliço em militantes da causa gay. Poucos dias após a notícia ser postada, com exclusividade, em nosso Blog da Redação (Banheiros para trans - 10/06), começou uma enxurrada de críticas ao projeto por parte de Andréa Rosati, assessora da Diversidade do Governo do Estado. Em uma entrevista ao ZONAMIX, Andréa foi enfática: "Na verdade a dinâmica dos banheiros está correta da forma que já está: homens e gays nos banheiros masculinos; mulheres, lésbicas e trans em banheiros femininos. Estamos abrindo um processo contra essa nova lei".
A polêmica aumentou ainda mais com o depoimento, com exclusividade, de Tina Azevedo, presidente da ATRAC (Associação das Travestis do Ceará), que disse ser contrária à criação deste banheiro especial.
Na entrevista de ontem, Carlinhos (como é carinhosamente chamado na Câmara Municipal), esclareceu algumas dúvidas em relação ao projeto, explicou a sua proposta, que tem o apoio da Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, e comemorou a iminente aprovação do projeto de lei, que deve ser votado ainda nesta semana.
Sobre as críticas, o vereador Carlos Santana as recebeu com atenção e rebateu. "Andréa Rosati tem um banheiro exclusivo na Secretaria de Ação Social do Governo do Estado. O que há é uma briga política. Mas estamos muito bem. Até nos falamos ontem [na Parada Gay de Maracanaú]". Quanto a Tina Azevedo, Carlinhos foi mais incisivo: "A Tina sofreu pressão para criticar o projeto. Ela foi uma das primeiras pessoas a quem consultei antes de lançar o projeto de lei. E contei com a aprovação dela".
Indagado sobre o uso político desse projeto, Carlos Santana enfatizou: "Fui eleito com votos da periferia de Fortaleza, não dos gays. Meu eleitorado é o da região do Pirambu, onde vivo até hoje fazendo meus trabalhos de ação social. Poderia parecer demagogia, mas não quero votos com esta lei. Sou gay e tenho amigos gays - travestis e transexuais, inclusive - e só quero fazer valer os direitos dessa minoria".
"Com esta lei, quero colocar tudo em seu lugar: a mulher no lugar dela,
o homem no seu e os travestis no lugar deles"
ZONAMIX: O ZONAMIX anunciou, em primeira-mão, o seu projeto de lei que visa a construção de um "terceiro banheiro", destinado à travestis e transexuais. O senhor pode nos explicar mais à fundo este projeto?
Carlos Santana: O objetivo é para ele ser usado por travestis, transexuais e transformistas. O banheiro é para homem que se veste de mulher e que se sente constrangido em frequentar um banheiro feminino ou masculino. O heterossexual nao vai poder usar. Sou vereador e meu dever é fazer projetos pra melhorar a condição do fortalezense. Tenho vários amigos transformistas e travestis e vejo o constrangimento deles. Quando vamos a algum clube, eles me falam: "qual será o banheiro que vou usar?". Muitos ficam no flagelo de não usar nenhum e ficam de bexiga cheia durante todo o tempo. Estive viajando para Acopiara (a 345km de Fortaleza) e vi o "terceiro banheiro". Lá tem banheiro para "gays, lésbicas e travestis". Aí me veio a idéia de fazer este projeto. Consultei a Tina Azevedo (presidente da ATRAC) e ela concordou. Ela até comentou: "Já tive problemas ao entrar em banheiro e, como sou espalhafatosa, consegui entrar. Não crie banheiro para gays masculinos, porque ele vai se tornar um antro de prostituição, de pegação". As lésbicas, por mais que queiram ser homens, são mulheres. Pegamos depoimento de mulheres que dividiram banheiro com travestis. Uma se sentiu constrangida ao entrar num banheiro e ver uma pessoa no box ao lado urinando em pé. Ela foi reclamar e a travesti deu uma porrada no rosto dela. Este projeto vem reforçar uma lei já existente (Lei nº 8.211), que determina sanções a práticas discriminatórias em ambientes públicos e privados. O dono do estabelecimento pode ser multado porque, segundo a lei, ao restringir o acesso de travestis ao banheiro, ele estaria a sujeitando a uma situação de constrangimento. Com esta lei, quero colocar tudo em seu lugar: a mulher no lugar dela, o homem no seu e os travestis no lugar deles.
Carlos Santana: O objetivo é para ele ser usado por travestis, transexuais e transformistas. O banheiro é para homem que se veste de mulher e que se sente constrangido em frequentar um banheiro feminino ou masculino. O heterossexual nao vai poder usar. Sou vereador e meu dever é fazer projetos pra melhorar a condição do fortalezense. Tenho vários amigos transformistas e travestis e vejo o constrangimento deles. Quando vamos a algum clube, eles me falam: "qual será o banheiro que vou usar?". Muitos ficam no flagelo de não usar nenhum e ficam de bexiga cheia durante todo o tempo. Estive viajando para Acopiara (a 345km de Fortaleza) e vi o "terceiro banheiro". Lá tem banheiro para "gays, lésbicas e travestis". Aí me veio a idéia de fazer este projeto. Consultei a Tina Azevedo (presidente da ATRAC) e ela concordou. Ela até comentou: "Já tive problemas ao entrar em banheiro e, como sou espalhafatosa, consegui entrar. Não crie banheiro para gays masculinos, porque ele vai se tornar um antro de prostituição, de pegação". As lésbicas, por mais que queiram ser homens, são mulheres. Pegamos depoimento de mulheres que dividiram banheiro com travestis. Uma se sentiu constrangida ao entrar num banheiro e ver uma pessoa no box ao lado urinando em pé. Ela foi reclamar e a travesti deu uma porrada no rosto dela. Este projeto vem reforçar uma lei já existente (Lei nº 8.211), que determina sanções a práticas discriminatórias em ambientes públicos e privados. O dono do estabelecimento pode ser multado porque, segundo a lei, ao restringir o acesso de travestis ao banheiro, ele estaria a sujeitando a uma situação de constrangimento. Com esta lei, quero colocar tudo em seu lugar: a mulher no lugar dela, o homem no seu e os travestis no lugar deles.
"Existe uma briga política nisso. Até pouco tempo atrás
ela (Andréa Rosati) queria ser candidata a vereadora. Hoje ela está mudando
de pensamento porque não é mais candidata. A Andréa vai ter de provar
a força dela e eu vou ter de provar a minha"
a força dela e eu vou ter de provar a minha"
| www.ZONAMIX.com.br |
![]() |
| Vereador Carlos Santa (ao centro), fala ao ZONAMIX sobre o seu projeto de lei que obriga a criação de um banheiro específico para travestis e transexuais. |
Carlos Santana: Lá na Secretaria da Ação Social foi criado um banheiro só para Andréa Rosati. Há um banheiro só para ela lá. Ela não me falou nada ontem [Parada Gay de Maracanaú, onde dividiram espaço no trio oficial]. Existe uma briga política nisso. Até pouco tempo atrás ela queria ser candidata a vereadora. Hoje ela está mudando de pensamento porque não é mais candidata. Este não é um projeto discriminatório, é um projeto de vida. Os travestis são maltratados. Conversei com a Tina e ela foi totalmente à favor. Quando dei entrada, pus até o nome da ATRAC no projeto. Existe isso em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e em São Luiz do Maranhão. Os vereadores de lá sofreram retaliação. A Andréa vai ter de provar a força dela e eu vou provar a minha. O projeto foi aprovado pela Comissão de Legislação e Justiça da Câmara, onde o relator é Idalmir Feitosa (PSDB), um vereador altamente homofóbico. E ele foi à favor do projeto.
"A previsão é de (o projeto) ir a votação ainda nesta semana. Passa por
uma primeira votação, a segunda e depois vai para a Prefeita homologar.
São necessários 28 votos (dos 41 vereadores)"
uma primeira votação, a segunda e depois vai para a Prefeita homologar.
São necessários 28 votos (dos 41 vereadores)"
ZONAMIX: Em que pé está o projeto?
Carlos Santana: A previsão é de ir a votação ainda nesta semana. A comissão se reúne às segundas, e hoje deve vai aprovar o parecer do Idalmir Feitosa. Passa por primeira votação, segunda votação e depois vai para a Prefeita homologar. São necessários 28 votos (dos 41 vereadores).
Carlos Santana: A previsão é de ir a votação ainda nesta semana. A comissão se reúne às segundas, e hoje deve vai aprovar o parecer do Idalmir Feitosa. Passa por primeira votação, segunda votação e depois vai para a Prefeita homologar. São necessários 28 votos (dos 41 vereadores).
"O que faltou até hoje é alguém de coragem"
| www.ZONAMIX.com.br |
![]() |
| Carlos Santa (à esquerda), fala a Thiago Marinho, jornalista-responsável pelo ZONAMIX |
Carlos Santana: Ao meu ver, o que faltou até hoje é alguém de coragem que fizesse um incentivo para que eles fizessem isso. A lei vai obrigá-los.
"A travesti vai poder usar qualquer banheiro
e não poderá ser discriminada por isso"
ZONAMIX: O projeto prevê alguma multa para quem descumprir a lei?
Carlos Santana: O projeto não prevê multa porque já existe a Lei Nº 8.211 e a punição que vai de advertência, multa 1250 UFIRs (cerca de R$ 1.330,00), suspensão de funcionamento e até a cassação do alvará. Esta lei veio para reforçar a já existente. A travesti vai poder usar qualquer banheiro e não poderá ser discriminada por isso.
Carlos Santana: O projeto não prevê multa porque já existe a Lei Nº 8.211 e a punição que vai de advertência, multa 1250 UFIRs (cerca de R$ 1.330,00), suspensão de funcionamento e até a cassação do alvará. Esta lei veio para reforçar a já existente. A travesti vai poder usar qualquer banheiro e não poderá ser discriminada por isso.
"Sou gay, tenho amigos gays que me ajudaram e continuam me ajudando.
Os meus eleitores todos sabem, não tenho nada o que esconder.
Não quero discriminação, quero segurança às travestis"
Os meus eleitores todos sabem, não tenho nada o que esconder.
Não quero discriminação, quero segurança às travestis"
ZONAMIX: Estamos em um ano eleitoral. O senhor tem algum receio em ser interpretado como alguém que quer o voto dos gays, colocando esse assunto em pauta justamente agora?
Carlos Santana: Eu fui eleito pela periferia de Fortaleza e pelos heterossexuais e não pelos gays. Continuo fazendo o mesmo trabalho que fazia antes de ser vereador. Não faço trabalho para a classe gay. Este é meu segundo projeto para o público gay. A primeira lei é a de Nº 9.111 (Dia da Diversidade Sexual). Institui a semana do Orgulho Gay. Se eu conseguir votos gays, vai ser uma soma de votos que já tenho na periferia. Não vou constranger meus amigos gays que votam em mim. Sou gay, tenho amigos gays que me ajudaram e continuam me ajudando. O que vejo no meu dia-a-dia é a realidade. Se você for ouvir alguns travestis, você vai confirmar isso. Moro no Pirambu. Antigamente fazia trabalho num Fiat levando 5 pessoas para qualquer lugar; hoje tenho duas Combis e um comitê. Por isso existe toda uma politicagem por trás disso. Há muitos vereadores homofóbicos na Câmara. Os meus eleitores todos sabem, não tenho nada o que esconder. Não quero discriminação, quero segurança às travestis. Esse projeto só vem a ajudar a sociedade. O projeto foi bem instituído para shows públicos, em forma de banheiro químico.
Carlos Santana: Eu fui eleito pela periferia de Fortaleza e pelos heterossexuais e não pelos gays. Continuo fazendo o mesmo trabalho que fazia antes de ser vereador. Não faço trabalho para a classe gay. Este é meu segundo projeto para o público gay. A primeira lei é a de Nº 9.111 (Dia da Diversidade Sexual). Institui a semana do Orgulho Gay. Se eu conseguir votos gays, vai ser uma soma de votos que já tenho na periferia. Não vou constranger meus amigos gays que votam em mim. Sou gay, tenho amigos gays que me ajudaram e continuam me ajudando. O que vejo no meu dia-a-dia é a realidade. Se você for ouvir alguns travestis, você vai confirmar isso. Moro no Pirambu. Antigamente fazia trabalho num Fiat levando 5 pessoas para qualquer lugar; hoje tenho duas Combis e um comitê. Por isso existe toda uma politicagem por trás disso. Há muitos vereadores homofóbicos na Câmara. Os meus eleitores todos sabem, não tenho nada o que esconder. Não quero discriminação, quero segurança às travestis. Esse projeto só vem a ajudar a sociedade. O projeto foi bem instituído para shows públicos, em forma de banheiro químico.
"Não posso fazer política em cima disso. Não quero que
isso dê idéia que quero arrecadar votos"
isso dê idéia que quero arrecadar votos"
| www.ZONAMIX.com.br |
![]() |
| "Sofro discriminação até na Câmara Municipal, por ser gay", diz o vereador Carlos Santana |
Carlos Santana: Vamos propor a Luizianne que ela faça isso. Não posso fazer política em cima disso. Não quero que isso dê idéia que quero arrecadar votos.
"Só os travestis sabem o que eles passam, porque ficam
com o hematoma, com a porrada. A vergonha, o constragimento
por que passou, ele leva para a vida inteira"
com o hematoma, com a porrada. A vergonha, o constragimento
por que passou, ele leva para a vida inteira"
ZONAMIX: Por ser polêmico até entre os próprios gays, como o senhor pretende divulgar esta lei para a população em geral?
Carlos Santana: As pessoas não têm acesso ao projeto. Ele não foi ainda posto em votação. Vou à Tribuna da Câmara explicar o projeto. Tenho de explicar aos vereadores e à sociedade. O que estou colocando para vocês é o que tenho de colocar para a população entender. Tenho de deixar claro que não é um projeto discriminatório. Não é esta a nossa intenção. Só os travestis sabem o que eles passam, porque ficam com o hematoma, com a porrada. A vergonha, o constragimento por que passou, ele leva para a vida inteira. Foi o que aconteceu com a Amanda Marques, que tinha conhecimento e ganhou a causa ao ser constrangida em uma boate dita "hetero" na capital. Vamos fazer folders explicando que o projeto não é discriminatório e que vai fortalecer ainda mais a diversidade em nossa cidade.
Carlos Santana: As pessoas não têm acesso ao projeto. Ele não foi ainda posto em votação. Vou à Tribuna da Câmara explicar o projeto. Tenho de explicar aos vereadores e à sociedade. O que estou colocando para vocês é o que tenho de colocar para a população entender. Tenho de deixar claro que não é um projeto discriminatório. Não é esta a nossa intenção. Só os travestis sabem o que eles passam, porque ficam com o hematoma, com a porrada. A vergonha, o constragimento por que passou, ele leva para a vida inteira. Foi o que aconteceu com a Amanda Marques, que tinha conhecimento e ganhou a causa ao ser constrangida em uma boate dita "hetero" na capital. Vamos fazer folders explicando que o projeto não é discriminatório e que vai fortalecer ainda mais a diversidade em nossa cidade.
"Certa vez, em um evento, havia uma colunista social (não vou citar nomes).
Ela queria uma foto. Vi quando ela disse ao fotógrafo "corta".
No outro dia, ao abrir o jornal, vi que ele me cortou.
Existe discriminação até dentro da Câmara Municipal"
Ela queria uma foto. Vi quando ela disse ao fotógrafo "corta".
No outro dia, ao abrir o jornal, vi que ele me cortou.
Existe discriminação até dentro da Câmara Municipal"
ZONAMIX: É notório o crescimento de políticas públicas relacionadas à Diversidade em nosso país, especialmente em Fortaleza. Qual a importância de ter um parlamentar assumido?
Carlos Santana: Para mim não muda nada. A gente sofre discrimiação sim. Certa vez, em um evento, havia uma colunista social (não vou citar nomes). Ela queria uma foto. Vi quando ela disse ao fotógrafo "corta". No outro dia, ao abrir o jornal, vi que ele me cortou. Existe discriminação até dentro da Câmara Municipal. O próprio Vereador Guilherme Sampaio (PT, líder da Prefeita), heterossexual, sofre discriminação por defender os gays. O Guilherme é a teoria e eu sou a prática.
Carlos Santana: Para mim não muda nada. A gente sofre discrimiação sim. Certa vez, em um evento, havia uma colunista social (não vou citar nomes). Ela queria uma foto. Vi quando ela disse ao fotógrafo "corta". No outro dia, ao abrir o jornal, vi que ele me cortou. Existe discriminação até dentro da Câmara Municipal. O próprio Vereador Guilherme Sampaio (PT, líder da Prefeita), heterossexual, sofre discriminação por defender os gays. O Guilherme é a teoria e eu sou a prática.










