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Maria Bethânia lança dois CDs com foco no amor
Postado em (Vitrola CULT) por admin em 02-10-2009
Tags: Maria Bethânia
Grande dama da música popular brasileira, a baiana Maria Bethânia lança dois discos neste semestre de 2009. O primeiro é “Tua”, lançamento da gravadora Biscoito Fino; e o segundo é “Encanteria”, por seu selo Quitanda, que tem um toque “mais brincalhão”, como ela diz. Ambos só com canções inéditas.
Nas gravações de “Tua”, Bethânia acumulou tanto material que sentiu necessidade de registrar outro. “Encanteria” contém essas “sobras”, no bom sentido, daquilo que ela pensa, sente e está gostando no momento. Daí a necessidade do lançamento simultâneo, como fez em lançamentos anteriores.
Em ambos os álbuns, o amor é tema central. E para fazer discos com esse amor em todas as circunstâncias, Bethânia utilizou-se de um repertório renovado, com novas sonoridades, entre elas uma banda vigorosa composta pelo pianista João Carlos Assis Brasil, bandolinista Hamilton de Holanda, acordeonista Toninho Ferragutti, guitarrista Victor Biglione e de Paulinho Trompete.
Os lançamentos têm grandes participações, entre elas de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Lenine. Os dois conterrâneos dividem os vocais com ela na bela e suingada “Saudade Dela” (Roberto Mendes/Nizaldo Costa), homenagem à santamarense Dona Edith do Prato, que morreu em dezembro de 2008 aos 94 anos. Lenine canta com ela “Saudade” (Chico César/Paulinho Moska).
Os CDs representam de forma moderna o universo lírico de Bethânia, revelando, por parte dos autores, profundo entendimento de sua personalidade que, como de hábito, impressa em cada faixa dos CDs.
Entre os destaques de “Tua” está “O Que Eu Não Conheço” (Jorge Vercillo/Jota Velloso) que começa com o verso “O mais importante do bordado é o avesso”. A frase é de Angela Dumont, uma das bordadeiras que produziram o vistoso material utilizado na arte gráfica do CD. Por isso a faixa é dedicada a ela.
Já “A balada-blues Fonte” (Saul Barbosa/Jorge Portugal, também baianos) remete a Roberto Carlos. No fim, tudo expressa fé no amor, seja por devoção ou se espraiando em alegria. São belezas da mesma fonte, que Bethânia explora coerentemente. Maria Bethânia é, foi e sempre será o sopro de beleza em meio a mesmice da música contemporânea nacional.
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