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Público irritado: falta de acústica nos teatros de Fortaleza
Postado em (CULTucada) por admin em 25-08-2009
Tags: teatro, Teatro José de Alencar, VII Mostra Brasileira de Teatro Transcendental
Este texto fica em tom manifestação. Ao ler, vocês vão me entender. Amante de teatro como eu sou, existe algo que me incomoda nas salas de espetáculo em Fortaleza: é a falta de uma boa acústica e/ou de uma aparelhagem de som para que possamos (nós, o público) ouvir os atores com qualidade.
Vou dar um exemplo. Na sexta-feira passada, 21 de agosto, fui ver o espetáculo “Estranha Loucura”, que fazia parte da VII Mostra de Teatro Transcendental, no Teatro José de Alencar. Ao abrir as cortinas do teatro e começar as falas, eis que ninguém escutava o que os atores falavam. Na verdade, parecia um grande cinema mudo.
A princípio pensei que apenas eu senti esta falha, mas eis que nos primeiros 10 minutos de espetáculo começam as reclamações do público em geral: “falem mais alto” e “não estamos escutando nada!” eram as frases esbravejadas. Bem que os atores tentaram falar mais alto, mas os aparelhos de ar condiconado do teatro tomaram de conta do som em um zumbido infernal. Resultado: pessoas saindo no meio da peça, grito de todos os lados e uma balbúrdia que transcedeu de verdade!
Ao sair do espetáculo, a reclamação era geral. Duas senhoras que conversavam na frente da Praça José de Alencar diziam: “o espetáculo parece que é bom mas não consegui escutar nada“. Já a sua amiga fez um relato mais aprofundado: “fui ver no Dragão do Mar o monólogo da atriz Betty Faria, e lá aconteceu a mesma coisa com pessoas reclamando e ninguém conseguiu escutar a voz da atriz“. Aí pensei: não sou eu que estou surdo, e sim essa reclamação já começa a se tornar corriqueira nos teatros da cidade.
Este alerta vai para os produtores teatrais da cidade. Boa parte deles reclama que o público cearense não é adepto às artes cênicas, mas o pouco público que gosta se sente desprestigiado com a falta de cuidados com o som dos espetáculos.
Abram os olhos (e apurarem os ouvidos), produtores culturais, e passem a investir mais não só na questão cênica dos produtos, mas na técnica, que é tão fundamental quanto a peça em si.
Não deu para eu ir a