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“Ensinamentos Facebookianos”: Facebook nos dá lições de vida a cada nova postagem

Postado em 27, abr de 2012 por admin em Cotidiano CULT, CULTucada, Destaque, É CULT ou não é?

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Quem não tem um perfil no facebook que atire a primeira pedra! Pois bem, a rede social é sucesso no Brasil e gera polêmicas, propaga uma série de informações e leva lucros e dividendos para quem investiu nela.

Neste primeiro de ano, com um perfil ativo, resolvi escrever algumas características de perfis que acho engraçadas, esdrúxulas e que com certeza fazem da ferramenta tecnológica um grande atrativo para milhões de pessoas no mundo.

Vamos aos “Ensinamentos facebookianos”:

1 - “Desconfie ‘sempre’ de quem anuncia a sua alegria aqui no facebook. Por dentro a história deve ser completamente diferente”.

2 - “Mark Zuckerberg deveria mudar o nome do ‘facebook’ para ‘sepassabook’, pois o que o povo ‘se passa’ aqui. Sei não viu!”. Kkkk…

3 – “A pessoa que é demostrada no facebook através de textos, links, fotos e posicionamentos é completamente diferente ao vivo. Ou seja, nem sempre aquele ‘ser’ religioso e puritano do face vai se comportar da mesma forma no trato real. Importante: o ‘virtual’ não tem nada com o ‘real’. Pense nisso!”.

4 – “Quando é segunda, sempre uma tristeza. Na sexta, pulos de alegria, sejam em links, fotos de bebidas, músicas, textos e tudo que possa se referir a esses dias. Cuidado que a sua chefia pode estar de olho no seu perfil! Para uma leitura rasteira, alguém que detesta a segunda e ama sexta parece o que? Perfil de ‘preguiçoso’. Pensar antes de postar é o melhor a se fazer”.

5 – “Conheça a equação bombástica do facebook: mágoa de alguém + bebidas em excesso + celular potente com acesso a internet e redes sociais = ressaca moral, ligações e confusões durante alguns dias. Então, tá com raiva de alguém? Vai beber? Deixa o celular potente em casa”.

6 – “No facebook, nunca o termo ‘esticar a baladeira’ foi tão colocado em prática como antes. É a ‘Moça que está no Canadá’, ‘Para nossa alegria’ e agora a declaração do ator ‘Wagner Moura’. O povo estica tanto, e tanto, que ficamos com abuso desses assuntos. Meu povo, a criatividade também é algo a ser explorado. Vamos pensar, ao invés de só repassar as palavras dos outros. Opinião própria já!”.

7 - “Tem coisa mais sem sentido que uma pessoa postar informações do seu cotidiano nas redes sociais? Tipo: ‘Cheguei no dentista, fiz limpeza de cárie, aplicação de flúor e agora estou indo para casa’. Meu povo, a quem vai interessar a tua cárie? É rotineiro demais para ser postado! Se tá sem fazer nada na fila do dentista, leva um livro, uma revista ou celular com rádio e escuta música. Agora ficar dando notícia da sua carie, dá não!”.

8 - “E tem aqueles que adoram tirar foto na academia e postar. Menino, é muita pose, biceps, triceps e sensualidade. Toda vez que vejo uma foto dessas no face me lembro logo de uma música da banda Ultraje a Rigor: ‘Eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim’. Tenho um pouco de receio de conversar ‘pessoalmente’ com essas pessoas, pois acho que elas poderão fazer poses enquanto travamos um papo, e a minha risada será inevitável. Gente, vamos nos expor menos nas redes sociais, e deixar isso para revistas como “G Magazine’ e ‘Playboy’. Com o tempo, teremos vergonha de abrir a rede social em alguns ambientes, com medo dessa grande exposição corporal”.

9 - “Existe coisa mais subjetiva que o ‘cutucar’ no facebook? Esse ato já virou alvo de polêmicas, fim de namoros e muitos entendimentos dúbios. Pois bem, imagina que você está no seu ambiente de trabalho, e vem o seu chefe e te cutuca para te falar algo. Com certeza esse ‘cutucado’ não tem escondido uma vontade carnal ou sexual. É assim que entendo. Cutucar é algo do tipo: ‘Ei, tô aqui, lembrei de você em algum momento’. Agora, se você recebe, durante alguns meses, algumas cutucadas de uma mesma pessoa, então vá atrás que essa ‘alma quer reza’, e se tiver afim que sejam felizes para sempre”.

10 - “Durante essas 10 postagens, tentei escrever algumas reflexões sobre a nossa atuação dentro das redes sociais. Essas são as minhas impressões neste primeiro ano de facebook, e sei que o assunto dá pauta para inúmeras postagens. A qualquer momento voltarei com novas notas sobre o que estou aprendendo nessas relações ‘virtuais’, nesse mundo imaginário que criamos. Mas de uma coisa estou bem certo, com o facebook a vida torna-se bem mais animada e conectada!”.

É CULT ou não é?

Postado em 08, fev de 2011 por admin em É CULT ou não é?

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Você que se acha uma pessoa CULT, por ter um gosto mais “apurado” que as outras pessoas, já se viu na situação de ser criticado por também gostar de “produtos populares”? Pois bem, essa nova série de postagens está para desvendar alguma dessas situações e mostrar a todos que esse tipo de questionamento é comum entre as pessoas.

Boa parte da população acha que quem aprecia óperas, filmes de arte, artes plásticas e espetáculos de dança, consideradas vertentes artísticas mais difíceis de ser apreciadas, não pode gostar de um bom novelão das oito, de um arrasta-pé ou até de um pagodinho com os amigos. Digo a vocês que cultura difícil ou fácil é CULTura do mesmo jeito, e tem seu valor. Vem das massas e consegue arrebatar a todos!

Essa ideia me veio à mente ao assistir em um domingo ao programa da TV Globo, “Esquenta”, atração comandada pela polularesca atriz Regina Casé. No programa, Regina entrevistava o ator, agora hollywoodiano, Rodrigo Santoro. Na atração, Casé soltou a seguinte pergunta: “o que seus amigos acham de você um ator internacional gostar de pagode?”. Na mesma hora, Santoro disparou: “na verdade eles acham esquisito, mas já se acostumaram com meu gosto”.

A partir desta entrevista eu fiquei me fazendo a seguinte pergunta: “mas o que é cultura na verdade?. Outro questionamento: “se cultura é toda expressão de um povo, por que pagode não é cultura?”. Então fechei questão, boa pauta para conversar com meus CULTucantes! Mas com essa série de postagem não quero encontrar respostas, e sim estabelecer um diálogo mais aprofundado sobre o tema. Então, mãos à obra!

Leia a primeira matéria aqui embaixo:
> Gostar de novela, comentar e assistir todas as noites é CULT?

Gostar de novela, comentar e assistir todas as noites é CULT?

Postado em 08, fev de 2011 por admin em Destaque, É CULT ou não é?

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No Brasil, a telenovela é uma verdadeira paixão nacional. Acho bem mais até que o futebol. Temos, culturalmente, o hábito de acompanhar esse tipo de atração. Mulheres, homens, gays, lésbicas, crianças, adolescentes, idosos e todas as idades cultuam esse tipo de programa, de tal forma que as novelas possuem atualmente uma série de núcleos, chegando à “modernidade” de em “Insensato Coração” ter um núcleo gay com 6 personagens. Ferveção só!

Novela, na minha concepção enquanto jornalista, além de ser um produto visando somente o entretenimento, determina e tem uma série de funções em nossa sociedade contemporânea. Quem não se lembra do núcleo de drogas na novela “O Clone”, da autora Glória Perez, que mostrou a dura realidade das drogas não só na classe baixa, mas também na classe alta.

Outro grande exemplo de prestação de serviço a sociedade foi a novela “Viver a Vida”, que retratou de forma correta o cotidiano de uma cadeirante, na trama vivida magistralmente pela atriz Aline Moraes. Esse tipo de ação serve como um “tapa na cara” na nossa sociedade que acredita que a vida é bela e que não existem defeitos nem problemas. Saber como lidar com esses percalços é uma das vantagens de ser noveleiro.

Saindo um pouco do âmbito sério, falar de novela, comentar e até dar informações em 1° mão de personagens é muito bom. Esse tipo de ação de dar desfechos e colocações sobre os personagens é como se tivéssemos o dom Deus em nossas mãos, ao mandar nas vidas das pessoas. Quer dizer, esse  gostinho deve ser maravilhoso para os autores de novelas.

Ver grandes atores em cena em horário nobre em nossa casa é algo impagável. Nomes como Lima Duarte, Lilia Cabral, Camila Morgado e muitos outros toda noite, à nossa sua disposição, ao nosso deleite, nos satisfaz enquanto pessoas e proporciona aulas de sucesso profissional a cada entonação vocal.

Algo que adoro fazer com meu grupo de amigos é assistir em bares da cidade ao final das novelas, e se for aquela que eu adoro, tudo pode acontecer. Eu choro, dou risadas, brigo, xingo o autor e no final faço minhas considerações acerca dos desfechos. Além de fazer tudo isso, tomo uma “cervejinha” para aquietar os ânimos e pensar um pouco em como vai fazer falta determinada novela em meu cotidiano. Isso não é exagero, é verdade!

Ok, ok! Eu, por ser um “noveleiro assumido” só exemplifiquei os benefícios da novela em nossas vidas. Mas novela demais, como tudo na vida, em excesso, acaba se tornando veneno. Você deixar de viver a sua vida para acompanhar todas as novelas que passam em nossa programação é algo que acaba sendo enlouquecedor, e você acabará esquecendo de outras coisas boas da vida como ótimas companhias ao seu lado, passeios, cinema, teatro, exposições, boas conversas, sua vida profissional e pessoal.

Nessa primeira postagem, tentei colocar para vocês que a novela, além de ser um artigo de grande valor cultural, o gênero traz mais benefícios que malefícios. Esse discurso de que “novela emburrece a população” já é algo ultrapassado e não cabe mais em nossa sociedade dos dias atuais. Tá bom, deixa eu correr que tenho de assistir ao capítulo de hoje da minha novela preferida…

E aí, hein?! Assistar a novelas é CULT ou não é?


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